sábado, 7 de dezembro de 2013

TIMBRES, SONS E RÍTIMOS


TIMBRES, SONS E RÍTIMOS
Por Sóstenes Mendes

Deus está revelando a Seus servos, Seus ministros, os segredos do mundo espiritual.

Nestes últimos dias o Senhor está levantando uma geração de homens e mulheres, servos do Deus Altíssimo, a quem Ele tem revelado segredos e mistérios até então ocultos. Deus está capacitando a Igreja não apenas de dons na forma conhecida, mas também de revelações sobrenaturais dos mecanismos do mundo espiritual.

Por muito tempo cantamos hinos e cânticos sem muito discernimento do que estávamos fazendo. Em um determinado momento da nossa história o Senhor começou a mostrar algo mais profundo no ato de cantar louvores a Deus. O discernimento de "guerra" foi se tornando uma realidade entre nós. A música no meio do culto tomou uma proporção nova e impactante; o louvor ungido, oferenda de especiarias valiosas ao Rei, tomou lugar da liturgia mecânica e coisas maravilhosas o Senhor começou a fazer. Estamos vivendo agora um novo século: o último século. Jesus está voltando, e uma das promessas para este tempo é a revelação dos mistérios espirituais. Daniel 12.

Estou vendo o Senhor abrir diante dos nossos olhos uma nova perspectiva sobre a música, sons, timbres, ritmos. Cada timbre, cada som, representa uma ação direta nas regiões celestes, invadindo territórios, carregando palavras de ordem contra os inimigos e em favor da edificação do Reino. Um exemplo muito claro é o Shophar. Em todo o Velho testamento vemos este instrumento chamado de "trombeta" sendo utilizado. Diante da cidade de Jericó, a ordem do Senhor foi um ato profético onde este som foi intensamente utilizado. No final, sabemos bem, muralhas intransponíveis vieram ao chão apenas com o som do Shophar, ou trombetas. Aquele som agiu no mundo espiritual e interferiu fisicamente nos muros daquela cidade.

O Shophar é um instrumento feito do chifre do carneiro, utilizado pelo Judeu desde os tempos de Abraão. Quando este servo de Deus, em obediência, levou seu filho Isaque para ser imolado, o Senhor providenciou um carneiro para substituir o menino. Esta história é de extrema importância para nós e para o povo Judeu que, então, passou a utilizar o chifre deste animal para gerar um som. Não foi por acaso; Deus assim instituiu. O som do Shophar anuncia a intervenção divina. Por este motivo em Jericó as muralhas caíram. Por este motivo os sacerdotes e levitas no deserto cultuavam ao Senhor e a nuvem da presença do Eterno invadia o lugar de culto. Por este motivo o Atalaia, em Ezequiel 33, anuncia a vinda da Palavra, ou da Espada, com trombeta.

Este som será ouvido até na eternidade. Este timbre é muito especial. Até hoje, nas festas judaicas, o povo toca Shophar. Agora vemos o Senhor levando a Igreja em todo o mundo, inclusive no Brasil, a tocar Shophar por todos os lados: nos cultos, nas festas, em casa, na igreja. Este som tem uma função específica, profética, nas regiões espirituais: ele anuncia a intervenção poderosa de Deus. O diabo estremece ao ouvi-lo; as fortalezas são abaladas no reino espiritual.

Todos os sons tem funções específicas. As palmas são sons e timbres que declaram: "O Rei é muito bom". Os tambores anunciam a entrada do "General": as divisões rítmicas determinam um compasso de impulsos espirituais de penetração das palavras nas regiões celestiais. Estas palavras tem função de guerra e edificação. Os timbres, sons e ritmos trazem mistérios até então nunca revelados. Mas o Espírito de Deus está trazendo luz sobre estas coisas, capacitando Seus levitas para uma grande e última batalha contra o reino das trevas, para, com muito louvor, resgatar vidas das mãos do diabo e espalhar a glória de Deus pelos quatro cantos do universo, anunciando as "Bodas do Cordeiro". Aleluia!

Talvez não possamos ainda estudar a fundo o poder dos timbres, sons e ritmos de uma forma sistemática e frutífera, mas podemos pedir ao Espírito de Deus que nos use poderosamente e abra nossos olhos para Suas estratégias nestes dias que antecedem o arrebatamento da Igreja. Podemos atentar para oferecermos ao Senhor o melhor, sabendo que isto vai cooperar para que os timbres, sons e ritmos acompanhem as palavras geradas pelo Espírito Santo em nossos corações, dinamizando-as para uma função poderosa no mundo espiritual. Isto só será possível quando nós, levitas do Senhor, gastarmos mais e mais tempo em Sua presença.

A busca de um som equilibrado, de qualidade, não é apenas uma exigência musical ou artística; é uma condição espiritual que favorece o poder de guerra do louvor. A utilização de bons equipamentos e instrumentos permite o fluir adequado destes sons e timbres, facilitando a condução das palavras para sua função direta no mundo espiritual. O cuidado com as coisas santas não pode ser apenas pelo nosso interesse ou hobby, mas precisa ser pela revelação da importância das ações dos levitas de Deus, atuando em seu Reino direcionados pelo Espírito Santo. Depende diretamente da intimidade com o Senhor.

Sabemos que o louvor liberta e aos poucos o Senhor vai nos revelando como acontece. Sabemos que a melodia, a harmonia e o ritmo vão "turbinando" as palavras para uma eficaz ação no mundo espiritual em louvor ao Rei dos reis e em ação direta para edificação de Seu Reino. Ministro sobre sua vida, meu irmão, o poder do Espírito Santo de Deus, que mediante o fogo vai nos aperfeiçoando como soldados, guerreiros que usam timbres, sons e ritmos para executar a obra e projetos do Altíssimo Senhor de toda a Terra.

Glória a Deus!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Nem só de unção, nem menos só de técnica vive o músico cristão!


A unção de Deus é essencial, mas não dispensa a técnica. Com a unção fazemos aquilo que não conseguimos fazer por nós mesmos. Através da técnica cumprimos a nossa parte, fazendo aquilo que Deus não vai fazer porque nos deu capacidade para tanto.
Buscar a unção de Deus não pode ser desculpa para não nos esforçarmos pela técnica. Assim como não vale a pena ter técnica sem unção. Sem unção o nosso som se dissipa. Com técnica tocamos a pele, com a unção tocamos a alma. Com a unção e a técnica a Obra de Deus através das canções torna-se completa.
Unção é técnica precisam andar juntas. Às vezes as pessoas confundem unção com técnica e vice-versa. O erro dá-se porque as pessoas tentam medir unção. Unção não se mede, só Aquele que dispõe dela pode medi-la. A técnica pode-se medir, entretanto infelizmente quem procura medir, não reúne condições para o fazer.
Quem tem unção não fica afirmando ser ungido. Quem a tem, dá fruto e fruto bom. Havendo fruto, dispensa-se o blábláblá. Quem tem técnica não tem o direito de zombar ou criticar quem não tem. Aliás, quando a técnica se alia à soberba, a mesma perde o valor. Já a técnica aliada à humildade, gera o ambiente favorável para a vinda da unção.
Unção e Técnica
Que se casem e sejam felizes para sempre

André Luiz
Fonte: estudos.gospelmais.com.br

sábado, 2 de novembro de 2013

Jó, um dos maiores líderes de adoração



Quando falamos em líder de adoração pensamos logo em Davi, o salmista, autor de vários salmos, mas falar de Jó como líder de adoração talvez possa soar estranho a primeira vista. Antes de explicar porque Jó é um grande líder de adoração é importante entender o que é adoração. Muitos acreditam e vêem a adoração como um momento de louvor em que bendizemos o nome de Deus com canções no culto, mas adoração é muito mais profundo, é um estilo de vida, é a maneira que vivemos nosso dia a dia e principalmente, como é o nosso testemunho cristão.

Uma vida de adoração é uma vida prostrada diante do altar de Deus, é ter o coração derramado e quebrantado, é bendizer a Deus o tempo todo não importam as circunstâncias, é louvar a Deus, pregar a palavra, andar em retidão, buscar ser correto e íntegro em todas as coisas, é buscar e estudar a palavra de Deus, cuidar do próximo, amar ao próximo como a ti mesmo, é ter uma vida em santidade. Quantas coisas, mas este é o caráter do verdadeiro adorador e do verdadeiro cristão, pois estas são as atitudes que todos nos como cristãos devemos buscar, pois todos nós devemos ser verdadeiros adoradores.

A Bíblia diz em João 4: 23 “Mas a hora vem, e agora é, em que os VERDADEIROS ADORADORES adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (grifo da autora)

Note o que a Bíblia diz: os verdadeiros adoradores, então há aqueles que se dizem adoradores e não são. Tal observação deve nos fazer pensar em nossas ações como servos de Deus, como ministros do Evangelho e é aí que Jó entra como um exemplo de líder de adoração a ser seguido. Jó era um homem exemplar, um pai que cuidava dos filhos, intercessor, ajudava aos pobres, era exemplo aos jovens, um homem que andava em retidão e se desviava do mal, tanto que Deus disse que não havia na terra homem como ele, até que satanás vem e diz para Deus tirar tudo de Jó, para ver se ele permaneceria firme. Então, Deus permite que satanás toque nos bens de Jó e ele perde tudo de uma vez, inclusive seus filhos. Ao receber tantas notícias trágicas ao mesmo tempo, Jó rasga suas veste e se prostra diante de Deus e veja o que a Bíblia diz: “Então Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou. E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR. Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma. Jó 1:20-22”

Jó havia acabado de saber que tudo que ele tinha havia sido tirado dele e mesmo assim, ele se prostrou e adorou a Deus. Como não dizer que Jó é um grande líder de adoração, isto é o exemplo de um verdadeiro adorador, aquele que tem sua vida totalmente colocada nas mãos de Deus e mesmo quando a adversidade vem, permanece adorando ao Senhor e não murmura. Quantas vezes reclamamos em nosso dia de coisas tão pequenas, como por algo em nosso trabalho, alguma situação familiar, o trânsito, o transporte público, reclamamos de acordar cedo, dormir pouco, reclamamos muitas vezes do nosso irmão, do pastor e ainda sim queremos dizer que somos adoradores? Não significa que não devemos buscar coisas melhores, devemos lutar pelo bem e por mudanças, porque reclamações sem ação para solucionar os problemas não passam de murmuração.

Mesmo depois de satanás ter tirado tudo de Jó, para ele foi pouco, ele queria mais, porque o propósito dele é matar, roubar e destruir. Então, satanás voltou a questionar a Deus sobre a integridade de Jó, porque mesmo ele perdendo tudo, ainda tinha saúde, então poderia voltar a trabalhar, assim sendo Deus permitiu que satanás tocasse no corpo de Jó, mas que lhe preservasse a vida. O corpo dele ficou coberto de chagas, o cheiro era insuportável e se não bastasse sua condição física e toda a angústia, sua mulher foi contra ele e seus três amigos o condenaram sem motivos ao invés de ajudá-lo. Analisando o quadro de Jó, ele tinha todos os motivos para maldizer a Deus e murmurar, mas ele não o fez, aceitou tudo: “Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre. Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios. Jó 2:9-10”

Jó se entristeceu, ficou amargurado de espírito, perdeu tudo que tinha, todos os amigos que antes comiam de sua mesa o abandonaram, ele se tornou motivo de piada dos jovens que antes o respeitavam, sua mulher não conseguia se aproximar dele, os três amigos ao invés de consolá-lo o condenavam mais ainda e em tudo isso, Jó não pecou. A partir do capítulo 38, quando Deus começa a falar, Jó se arrepende mais ainda de suas falhas, reconhece a soberania de Deus e sua fidelidade, Deus restitui em dobro tudo que Jó tinha e ele ainda orou pelos três amigos e as pessoas que se afastaram dele voltaram para sua casa e Jó recebeu a todos. Talvez ele pudesse ficar ressentido pelo abandono dos amigos, mas não o fez, ele agiu com retidão, sabendo que tudo vem de Deus e devemos receber tudo que vem dele.

Jó é um exemplo de líder de adoração, ele foi um verdadeiro adorador, ele não criou salmos, não andava com uma viola debaixo do braço tocando nas praças, mas ele rendeu totalmente sua vida para Deus, ele permaneceu em adoração quando não tinha absolutamente nada, ele não murmurou, não blasfemou, ele honrou a Deus em todo o tempo, ele reconheceu quem Deus era e principalmente, o conheceu; “Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. Jó 42:5”

Para cada músico que deseja ser um verdadeiro adorador, um verdadeiro líder de adoração, está aí um exemplo a ser seguido, assim também para todos nós, pois uma vida de adoração independe do ministério que exercemos.

Fonte: http://estudos.gospelmais.com.br/