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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Perseverança






Perseverança
por Asaph Borba

Com efeito, tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Hb 10:36

Quando meu filho André tinha quatro anos, começou estudar violino. Pouco tempo depois, quase parou, pois a desmotivação, mesmo quando há talento, é muito fácil de se instalar, principalmente quando o nível de dificuldade da atividade proposta, impõe-se como um grande desafio.
Hoje, o vi tocando como spala (violinista líder) da orquestra da qual faz parte, Camerata Jovem de Porto Alegre, quando treze anos já se passaram, desde que ele começou a estudar este difícil instrumento. A chave foi a perseverança, pois a continuidade hoje em dia não é algo fácil.
Vivemos dias de muitas distrações e desafios, onde é muito fácil perder a motivação e o foco. E isto é fácil ver também na Igreja. Muitos perdem a vontade de prosseguir e param no caminho.
Em primeiro lugar o passo inicial para a perseverança é a fé. Sem fé não se vai a lugar nenhum. Quem crê prossegue, vai além e continua na jornada sem olhar para traz. Segundo, a perseverança é realçada quando existem alvos definidos. Pessoas sem alvos desistem com facilidade. No caso do meu filho, fui colocando a ele os alvos de cada volume de seu curso, os quais foram sendo vencidos gradativamente. Em terceiro lugar a perseverança é fruto de trabalho. Quando nos esforçamos para atingir os alvos, vamos nos motivando a vencer as próximas etapas como desafios de conquista e superação.
Assim é tudo na vida. Estes três ingredientes são instrumentos eficazes de vitória nesta jornada que Deus nos dá para trilhar. Vida vitoriosa é uma vida de conquista, e conquista, é fruto direto de perseverança.
O texto dito aos Hebreus, citado por mim acima, é proclamado a quem tinha tudo para desistir, em função dos acontecimentos que os afligiam, mas por causa da fé, seus alvos e seu trabalho não o fizeram, pois colocaram sua inteira confiança em Deus para seguirem adiante.

Nos dias difíceis que vivemos, estes ingredientes são, sobremaneira, essenciais para continuarmos vivendo a vida que Deus propõe para nós. Uma vida de conquistas e muitas vitórias. Acima de coragem e talento, perseverança é a virtude suprema de Deus para os nossos dias.


Fonte: www.facebook.com/asaphborba

terça-feira, 15 de abril de 2014

Princípios para uma ministração abençoadora




A ministração do louvor exige total responsabilidade, entrega e dedicação, daí o fato de que se trata de um ministério...

/"Quem te não temerá, ó Senhor, e não glorificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso todas as nações virão e adorarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos\" - Apocalipse 15:4.
Temos aqui um tema que requer de nós especial atenção. Para alguns, trata-se de um terreno desconhecido. E mesmo para aqueles que têm algum conhecimento, sempre será um desafio novo. Cada culto é uma experiência nova, de onde extraímos lições que vão nos moldando e formando em nós o perfil de verdadeiros adoradores, que em função desse aprendizado, vão sendo confirmados como ministros diante da congregação.

A ministração do louvor exige total responsabilidade, entrega e dedicação, daí o fato de que se trata de um ministério, e ministério com peso pastoral. A administração desse serviço se faz garantir através de princípios divinos que devemos encarnar, praticar e deles depender sempre. Esses princípios nos livram da mediocridade e contribuem para que busquemos a excelência nesse ministério, em louvor ao nosso Deus! (Fl 1:10-11).
Sensibilidade - Salmos 43:3.
Sensibilidade fala de percepção, de revelação, de ter luz. É uma ferramenta essencial, pois facilita em muito a nossa tarefa. É indispensável no momento do culto, na relação que temos com o Espírito, com os músicos e com as pessoas em geral.

Dependência do Espírito - Efésios 5:18.
É dependência geral, total e irrestrita. Paulo diz que onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (II Co 3:17). O dirigente deve ganhar a visão de que o culto é do Espírito Santo e Ele sabe o que é melhor para cada pessoa (Rm 8:26-27). Ele indica o cântico, a frase, a oração a ser feita, enfim, tudo.

Inspiração (Palavra de Deus) - Salmos 22:25.
O dirigente sempre precisa estar inspirado. A inspiração nasce do nosso tempo diário com Deus (Sl 34:1). A fonte principal é a Palavra. Quanto mais Palavra eu tiver, mais inspirado serei (Cl 3:16).
Expressão - Gálatas 5:22.
A Palavra diz que o coração alegre aformoseia o rosto (Pv 15:13). O fruto do Espírito produz amor, paz, alegria etc. O dirigente deve meditar naquilo que canta. Esse exercício constante resulta numa expressão de vida abundante.

Segurança (saber o que fazer) - II Coríntios 3:4-6.
A congregação espera que o dirigente a conduza na ministração. É como o motorista de um coletivo cheio de pessoas. Todos esperam que ele tenha conhecimento do que faz e possam assim chegar ao seu destino.

Identificação (sacerdote) - Hebreus 5:1.
O dirigente é um sacerdote, um intermediário entre Deus e os homens. Portanto, deve estar profundamente identificado com os interesses do Senhor e dos homens.

O ministério de Jesus - Hebreus 2:12.
O dirigente deve ter a visão de que Jesus está em meio à congregação cantando louvores. Deus habita no meio dos louvores do seu povo (Sl 22:3).

Conclusão
Se estivermos atentos a estes princípios, colheremos resultados surpreendentes do nosso trabalho. A igreja será abençoada, edificada, e o Senhor glorificado junto ao seu povo.

Deus abençoe!
Ronaldo Bezerra
http://www.ronaldobezerra.com.br/




quinta-feira, 3 de abril de 2014

ADORADORES INJUSTIÇADOS




ADORADORES INJUSTIÇADOS
Por Ramon Tesmann

Tiago 1.2-4: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes”.

Tenho recebido dezenas de e-mails desesperados. São testemunhos estarrecedores, histórias simplesmente inacreditáveis acontecendo no seio da Igreja. A maioria das mensagens destes e-mails clamam por uma só coisa: justiça, a qualidade que leva os cristãos a agirem corretamente uns com os outros. Alguns adoradores estão clamando por justiça? Que justiça é esta?

Uns clamam por justiça porque seu pastor não dá liberdade na hora do louvor congregacional, outros estão magoados com o líder de ministério por causa da sua dureza ou falta de caráter, outros clamam por santidade e compromisso com Deus: “Irmão Ramon, aqui em minha igreja ninguém quer compromisso com Deus, ninguém ora, lê a Bíblia ou participa assiduamente das reuniões. O louvor não está fluindo, o baterista está saindo da igreja, o grupo de louvor está um caos!!!”. Outros desabafam: “Irmão, a minha igreja não investe em equipamento e não valoriza os membros do ministério e o pior, a filha do pastor está cantando no meu lugar. Não agüento mais o nepotismo”. Outros “injustiçados” bradam: “Em nosso grupo de louvor não há respeito, não há liderança. O meu talento e o meu chamado estão sendo prejudicados... acho que estou perdendo meu ministério. Pessoas sem talento algum (diga-se, desafinadas) estão fazendo parte da equipe. Não suporto mais a falsidade e as perseguições que ando sofrendo”. “Irmão Ramon, você poderia orar por mim porque estou sendo injustiçado?”.

Não! Com certeza não vou orar para que Deus te livre das lutas e das “injustiças” que você está sofrendo, meu irmão. É melhor que você peça a Deus forças para suportar todas as dificuldades e ainda possa perguntar: “Como eu posso crescer ao enfrentar este problema?”, “O que eu posso aprender com as coisas que eu ainda não entendo? O que eu posso aprender com o tradicionalismo do meu pastor? O que eu posso aprender com a desorganização do grupo de louvor? O que eu posso aprender com a falta de compromisso de meus companheiros? O que posso aprender com as perseguições que ando sofrendo?”. Veja bem o que diz a Bíblia:

Rm 5.3-4: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança”.

É interessante como a Bíblia nos leva a enxergar as lutas e provações de um outro ângulo. As Escrituras não nos levam a considerar as dificuldades um mal, mas um caminho para o crescimento espiritual, para níveis mais profundos na adoração. A murmuração e o desânimo acabam quando enxergamos as lutas como a Bíblia enxerga, tanto tentações malignas (serrote = nos leva para baixo) como provações de Deus (escada = nos leva para cima); as tribulações produzem perseverança. Desta forma, os adoradores entenderão que ao invés de clamarem por justiça, bradarão: “Senhor, dá-me forças porque quero ser provado! Quero ser experimentado! Quero crescer! Quero me tornar mais maduro!”. E as orações ignorantes cessarão: “Senhor, castiga o fariseu do meu pastor... revela a igreja que eu estou certo, que meu líder está errado, envergonha ele meu Deus, não tenhas misericórdia, por tu és o Deus da justiça”!

Atos 14.20: ”fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus”.

Meu irmão, sei que você pode estar sofrendo terrivelmente neste momento por algo que está acontecendo na tua igreja. Isto pode estar te trazendo tristeza momentânea, mas saiba que há um lado bom nisso tudo. É isto que a Bíblia quer te mostrar! Quando você passar por isso você estará mais maduro na fé, estará mais experimentado, crescido espiritualmente, e será um adorador num nível cada vez mais profundo. Uma vez ouvi de Bob Fitts que o verdadeiro adorador é provado nas situações difíceis, nas lutas, nas provações permitidas por Deus. Por experiência vivida posso afirmar que isso é verdade. Hoje glorifico a Deus porque não sou mais uma criança espiritual. Tenho aprendido a agrada-Lo cada dia mais e a ser um adorador em níveis cada vez mais profundos... por quê? Tenho aprendido a me alegrar nas tribulações... elas vão gerar em mim esperança e fé no Senhor! Todas as dificuldades que enfrentei no ministério de música de minha igreja me fizeram muito bem... hoje posso ver claramente isso, bem como Abraão pode enxergar muitas coisas após ser provado por Deus no Monte Moriá. As lutas que enfrentamos hoje podem nos fazer adoradores melhores amanhã (Fp 3.13,14)!!!

Então aqui vai uma réplica para vocês que têm me pedido para orar por justiça: eu não vou orar por justiça! Vou orar para que Deus vos fortaleça nas tribulações... vou orar para que haja crescimento espiritual e os adoradores possam caminhar por lugares mais altos, através das provações. Como Jesus, oro: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal...” (João 17:15). Deus, não nos tire as provações, mas use-as para nos fazer melhores cristãos...

Um abração em Cristo Jesus
Ramon Tessmann



sábado, 15 de março de 2014

DEZ RAZÕES PARA HUMILDEMENTE COMPARTILHAR OPINIÕES MUSICAIS





DEZ RAZÕES PARA HUMILDEMENTE COMPARTILHAR OPINIÕES MUSICAIS
Por Bob Kauflin


Recentemente estive refletindo sobre como podemos expressar nossas opiniões musicais. Por que temos tanta convicção sobre músicas, bandas e estilos? E por que tiramos conclusões tão rapidamente?
Não.
Não gosto disso.
Isso fede.
Eu não suporto esse tipo de música.
Você gosta disso?

Há algo de errado em amarmos certas músicas/artistas e sermos tão rápidos em jogar no lixo aquelas que desprezamos?
Se somos cristãos, sim. Deixe-me sugerir dez razões pelas quais a tolerância musical pode ser uma coisa boa para nossas almas.

1. Ser um crítico musical auto-proclamado, muitas vezes é apenas um sinal de orgulho. Usando palavras ultrajantes ou exageradas para acabar com certas músicas, estilos ou artistas pode ser um sintoma de egoísmo, preguiça ou arrogância. Não queremos gastar tempo investigando se ou não a nossa avaliação é precisa, porque estamos muito ocupados em compartilhar nossas opiniões. (Provérbios 18:2)

2. Música não nos define. Por que ficar ofendido quando alguém critica nossa canção favorita, grupo ou estilo de música? Porque eles insultaram "nossa" música, não significa que eles estão nos insultando. Isso é idolatria. A música não é nossa vida - Cristo É. (Colossenses 3:4).

3. Ótimas músicas nem sempre soam "ótimas" na primeira vez. Algumas músicas exigem repetidas audições para apreciar seu valor. Álbuns e canções geralmente crescem para nós ao longo do tempo. As melhores músicas são sempre instantaneamente acessíveis ou atraentes? Espero que não.

4. A introdução de uma música não é a mesma coisa que a música. Os primeiros vinte segundos de uma música geralmente não representam toda a canção. É apenas a introdução. Decidir que não gostamos de uma música quando ela começa pode nos impedir de ouvir algo que podemos realmente desfrutar ou beneficiar.

5. Nunca ouvi falar que ouvir música das massas nos faz melhor. Alguns de nós ficamos especialmente felizes quando encontramos e ouvimos músicas ambíguas de artistas desconhecidos. Como se o ser desconhecido fosse maravilhoso em si mesmo. Algumas bandas são desconhecidas, porque elas não são muito boas mesmo. Mas se fizermos acontecer descobrindo uma talentosa banda desconhecida, é uma oportunidade de servir aos outros, e não olhando-os por baixo.

6. Ouvir música que extremamente popular não nos faz melhor. Este é um apelo oposto ao ponto anterior. É a mentalidade que diz que se a música ou artista não está no rádio, no topo das paradas, ou na TV, não vale à pena ouvir.

7. Aprender a apreciar músicas desconhecidas é uma maneira de preferir aos outros. Por que todo mundo tem que gostar da música que eu gosto? O que eu poderia aprender sobre meus amigos, pacientemente procurando entender por que eles gostam da música que eles fazem? (Filipenses 2:4)


8. Aprender a gostar de outros tipos de música pode abrir meus olhos para a criatividade de Deus. Harold Best em seu livro "Music Through the Eyes of Faith" (Música Através dos olhos da fé - em tradução livre), faz uma citação endereçada aos elitistas musicais: "Dentre todo esse material temos a estética redentora, há também a bondade; muita integridade e honestidade, a partir do qual se pode aprender." (página 89) Isso significa que eu posso realmente apreciar uma música menos sofisticada do que o que eu iria normalmente ouvir.
9. Podemos correr o risco de engolir nossas palavras. Já aconteceu mais do que algumas vezes. Falo demais sobre o quão ruim é uma música, e mais tarde começo a pensar que é realmente muito boa. Ou eu rasgo uma música no meu blog e depois me pego conversando com uma pessoa que ama ou a pessoa que a escreveu. Oops.

10. Podemos estar perdendo uma oportunidade para agradecer pelas dádivas de Deus. Nossa tendência é assumir que os dons de Deus, todo formato e som são os mesmos. Os outros não fazem assim. O que aconteceria se a primeira vez que ouvisse uma canção eu procurasse ser grato ao invés de criticar?

Deixe-me ser claro. Nenhuma canção está acima de uma avaliação e existem músicas realmente ruins. Nós só podemos servir aos outros e a nós mesmos de forma mais eficaz se expressamos nossas opiniões musicais usando um pouco mais da graça.

Fonte: www.worshipmatters.com




quinta-feira, 6 de março de 2014

A QUALIDADE DO SOM NA IGREJA





A QUALIDADE DO SOM NA IGREJA
Por Abner Borba

Desde 1992 até hoje, tenho percorrido diversas congregações de grande parte do Brasil (e às vezes até fora) para fazer gravações ao vivo e para ministrar sobre áudio. Tenho observado que uma dúvida permeia os pastores, músicos e equipes de som: "O que fazer para melhorar o som na minha igreja?".
A resposta é bastante simples e envolve vários fatores.

O primeiro fator é a produção musical. Produzir uma música significa dar um rumo para o que cada músico vai executar. Se cada músico fizer o que acha que deve fazer, o som já fica comprometido na sua origem. É importantíssimo ter alguém na equipe de música que encabece os arranjos musicais. Arranjos limpos com cada instrumento cumprindo sua função, cada um solando "na sua vez" e arranjos que levem a glorificar o Pai. Pessoalmente não creio que músicos que se reúnem somente na hora do culto possam produzir uma sonoridade madura, por melhor que seja o equipamento de som.

Mas produção musical implica em ensaio. E a equipe de som faz parte disso. Ensaio não é só para os músicos. É para a turma do som também. Eles devem ter intimidade com os arranjos musicais tanto quanto os instrumentistas. Além do mais, é no ensaio que se fazem testes de som, volumes, retornos e experiências com equalização. É um desperdício quando os técnicos não sabem o que foi tratado no ensaio e ficam despercebidos sobre o que está sendo executado lá na frente durante o culto. Por conta disso, a congregação pode perder, por exemplo, um solo de guitarra que foi ensaiado. Muita microfonia acontece também porque é na hora do culto que a "galera" do som faz testes.

Detalhes importantes também farão diferença, como chegar antes do culto: uma hora para a equipe de som e 30 minutos para a equipe de música. É o tempo para montar o sistema e fazer a devida regulagem para os retornos dos músicos e do som que a congregação vai ouvir. Caso contrário, o som estará "redondo" só lá pela terceira ou quarta música. Mas, até lá, a igreja já deixou de ouvir muita coisa.:
Fica aqui o primeiro recado: produção, ensaio, técnicos bem entrosados com músicos e chegar antes dos cultos para passar o som.

Bom ensaio e até a próxima.

Fonte: http://www.adorando.com.br/

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

USANDO AS PALAVRAS PARA CONDUZIR A ADORAÇÃO







Por Ben Cantelon

Eu fiz uma coisa no domingo à noite que eu não costumo fazer na igreja. Durante um período da música, eu incentivei as pessoas a baterem palmas juntas. Por que eu fiz isso? Não tenho certeza, mas eu sinto que precisávamos nos unir e nos sentir como se estivéssemos participando coletivamente na adoração. Quando isso aconteceu, eu realmente senti que alguma coisa foi quebrada naquela noite permitindo que as pessoas se sentissem participantes do que estava acontecendo. Era uma coisa simples, mas senti que foi o necessário para definir o tom do resto da noite. Isso me fez pensar sobre como envolver nossas congregações quando adoramos juntos corporativamente. Seria errado conduzir as pessoas verbalmente? Eu não estou falando sobre dar um sermão de 5 minutos durante a adoração, eu estou falando sobre incentivar as pessoas a participar batendo palmas, levantando as mãos, dançando, cantando, etc.

Eu estava no fim de semana passado na Conferência Hillsong em Londres e foi realmente inspirador a maneira como eles conduziam o culto. Eles sempre incentivam as pessoas a bater palmas, dançar e levantar as mãos. Quando todas as 12 mil pessoas estavam com as mãos para cima e cantando Eu vou ficar com os braços erguidos e coração rendido houve verdadeiro sentimento de unidade e de comunhão. Estávamos todos concordando com o ato de corporativamente levantar nossas mãos e cantar essa canção como uma resposta. Fiquei realmente impressionado com o quanto eles orientavam verbalmente e instruíam as pessoas a se envolverem na adoração. Após 20 minutos de adoração parecia que íamos para uma jornada incrível e não precisaríamos de 45 minutos de adoração para "chegar lá", porque todos já estavam envolvidos e participando desde o início.

Agora, o perigo de conduzir verbalmente a adoração é que ela pode facilmente voltar-se para nós mesmos e acabamos querendo que as pessoas respondam da mesma forma que achamos que deveriam. Além disso, algumas pessoas não querem que lhes digam o que fazer quando elas adoram e que é totalmente válido. Finalmente, não deve ser usada como uma fórmula para promover as coisas do Alto. Mas eu não acho que isso deva nos prejudicar como líderes de louvor, se estamos sendo movidos pelo Espírito Santo a ter mais de uma ministração e encorajar as pessoas a participarem.
De qualquer forma, isso tem se passado pela minha cabeça durante os últimos dias e eu gostaria de saber de você:

Você tem usado palavras para conduzir a adoração quando você ministra? Qual foi o resultado do seu tempo de adoração? As pessoas ficaram mais envolvidas?
Você acha que é errado conduzirmos verbalmente a adoração? Será que ficamos no caminho?
Como podemos encorajar nossas congregações a serem participantes da adoração e não espectadores?


No final do dia, eu só quero ver nossas igrejas vibrantes e apaixonadas quando nos reunimos para adorar o nosso Salvador, e não apenas lendo algumas palavras em uma tela.


Fonte: www.worshipcentral.org

sábado, 15 de fevereiro de 2014

8 DICAS PARA O MINISTÉRIO DE LOUVOR APROVEITAR MELHOR O TEMPO DE ENSAIO






Por André Mattos

Uma das questões mais complexas atualmente é a administração do tempo; são muitos compromissos profissionais, familiares, sociais e religiosos. Pra quem participa de ministério de louvor nas igrejas, a questão fica mais complicada ainda, uma vez que ensaios são necessários.
Somos orientados pela Palavra a "não fazer a obra relaxadamente", mas muitas vezes temos feito e colocamos a culpa na falta de tempo. O que acontece na verdade é que, de maneira geral, administramos mal o nosso tempo de ensaio. Podemos pensar em algumas coisas práticas, que nos ajudariam a aproveitar melhor o tempo de ensaio:

1 - Planejamento: É imprescindível que o ensaio seja planejado com antecedência, pois todos que estão ali deixam horas preciosas do convívio familiar ou de resolução de questões particulares para participarem do ministério.
A grande maioria dos participantes o faz de maneira voluntária, acreditando em seu chamado. Assim, planejar o ensaio é uma forma de aproveitar melhor este tempo precioso e valorizar a disponibilidade dos integrantes do ministério.
Se possível, as músicas devem ser definidas com antecedência, para que todos os instrumentistas e vocalistas possam preparar seu material adequadamente.

2 - Tempo de ensaio: Um ensaio produtivo não é necessariamente um ensaio extenso. Quando os ensaios demoram demais, o rendimento dos participantes fica comprometido.
Muitas vezes não temos o resultado esperado devido ao cansaço das pessoas. Obviamente o tempo de ensaio varia dentro de cada realidade e objetivo, devendo sempre levar em conta o bom senso.

3 - Atacar o problema: Uma das situações menos produtivas num ensaio é a excessiva repetição de uma canção por determinado erro. Quando se tem um erro em algum trecho, deve-se concentrar os esforços naquele trecho, sem a necessidade de repetir toda a canção.
Após a correção do trecho específico, dá-se prosseguimento ao ensaio. Não adianta ficar repetindo a estrofe e coro, se o problema estiver somente no coro. Vá ao ponto específico e corrija!

4 - Vocal e instrumental: Se você tem estrutura, prefira fazer uma parte do ensaio de maneira separada, principalmente quando forem ensaiar novas canções. Na grande maioria dos grupos, a prioridade é instrumental. Quando vocal e instrumental trabalham em paralelo, juntando-se ao final do ensaio, o rendimento é significativamente melhor.

5 - Pontualidade: Não sei vocês, mas algo que não me deixa nada satisfeito é a falta de pontualidade. Temos uma cultura que nos diz que, por exemplo, se quisermos que algo comece às 20 horas, precisamos marcar às 19:30 horas. Isto precisa mudar com urgência. Estamos punindo os responsáveis e premiando os irresponsáveis.
Os componentes de um ministério precisam saber que seu compromisso primeiro e maior é com Deus e que comparecer ao local de ensaio no horário determinado é uma forma de glorificá-lo através do seu testemunho. Não consigo enxergar Cristo nas pessoas que agem sempre de maneira irresponsável. Atrasos devem ser exceções, não hábitos.

6 - Afinação dos instrumentos e preparação dos microfones: Se você toca um instrumento que carece de afinação e/ou ajustes, chegue antes do horário marcado. Os vocalistas devem fazer o mesmo... Não esperem o ensaio começar para ligar e/ou ajustar seus microfones.

7 - Confusão sonora: Não sei se na sua igreja acontece... Vai começar o ensaio: O baterista "senta" o braço nos pratos e testa os bumbos; o tecladista começa a tocar em Sol Maior; o violão faz um dedilhado clássico; o guitarrista sola; os instrumentos de sopro afinam; o vocalista diz: "Som, alô, som, testando". E tudo isto acontece ao mesmo tempo.
Todos querem testar seus instrumentos e/ou microfones ao mesmo tempo e você fica com a sensação de que está próximo da loucura. Este ambiente de confusão sonora não é nada propício para um ensaio. Aqui entra o respeito. Espere a sua vez para testar o seu som.

8 - Palavra e oração: Reserve um momento do ensaio para refletir na palavra e orar. Temos aprendido que os músicos são os primeiros pregadores do culto. Geralmente, pregamos antes do pastor, através das canções e ministrações. A preparação espiritual é fundamental para que isso aconteça.
Precisamos lembrar que uma das funções principais do ministério de louvor de uma igreja é levar a congregação a adorar ao Senhor.

Quando ensaiamos mal, há um reflexo natural na hora de ministrarmos na Igreja. Músicas mal ensaiadas e executadas podem se transformar em empecilho para que a Igreja flua na adoração.
Quanto mais seguros estivermos, mais liberdade teremos para exercermos esta função tão preciosa para a qual o Senhor nos chamou.

Que Deus abençoe a todos em seus ministérios!

@andrefmattos


Fonte: www.supergospel.com.br

sábado, 1 de fevereiro de 2014

DEZ MIL RAZÕES



DEZ MIL RAZÕES
Por Matt Redman

"Por toda Sua bondade, eu vou continuar cantando...
razões meu coração há de encontrar."

Um produtor musical comentou uma vez que no mundo do pop você realmente só pode escrever quatro tipos de música: "Eu te amo", "Eu te odeio", "Vai embora" e "Volte"! Essa é uma observação divertida e ainda astuta. Mas felizmente, quando se trata de escrever canções para o Deus de toda a eternidade, temos uma paleta de cores totalmente diferente para trabalhar. Quando eu falo sobre as razões porque Deus é Digno e digo que existem 10 mil razões que o meu coração há de encontrar na verdade é um eufemismo poético. As razões para o louvor a Deus são tão grandes e maravilhosas que poderíamos cantar a partir de agora até para sempre e nunca ficar sem ideias a respeito de porque Ele é tão Digno.
Pense sobre a natureza do mundo por um momento. Até o momento, os cientistas descreveram mais de 1,7 milhões de espécies de animais, vegetais e algas na terra. Mamíferos constituem um dos grupos menores - com menos de 6.000 membros conhecidos. Para os insetos, por outro lado, estamos cientes de cerca de 1 milhão de espécies diferentes. E em todas as categorias, existem mais espécies a se tornarem conhecidas a cada ano. De fato, em alguns lugares como as profundezas do oceano que nem sequer começaram a explorar existem inúmeras espécies mais para se encontrar e identificar. Mas vamos nos ater por um momento aos 1,7 milhões de espécies que conhecemos até agora. Acho que poderíamos dizer com segurança que todo tipo de vegetal, animal ou outro ser vivo criado por Deus é uma razão para o seu louvor. Então, nós mal começamos e já encontramos 1,7 milhões de razões pelas quais possamos responder-lhe. Em seguida, olhe para as estrelas - os cientistas agora estão dizendo que há mais estrelas no universo conhecido que existem grãos de areia em todas as praias do mundo e nos desertos. Então, ali nós temos bilhões e bilhões de mais razões para proferir-se uma oferta de louvor. E então, olhamos para nossas próprias vidas - as bênçãos incontáveis por cada dia de nossa existência, e o milagre da vida. Nós pensamos sobre as famílias e círculos sociais, e provisão em nossas vidas. E nós, louvamos e louvamos, e louvamos de novo. Talvez por isso que no final do Salmo 30 o salmista diz:
(Salmo 30: 12) "... para que o meu espírito te cante louvores e não se cale. SENHOR, Deus meu, graças te darei para sempre."
O salmista conhece uma multidão de razões do por que devemos adorar a Deus. E ele não conhece uma razão sequer pela qual ele deveria abster-se de fazê-lo. Ele não pode pensar em um único motivo pelo qual ele deve permanecer em silêncio. O mesmo deve ser verdade em nossas próprias vidas. A adoração a Jesus deve ser vibrante, criativa e colorida como se os nossos corações se desenrolassem em louvor. Haverá uma eternidade de motivos para adora-Lo e reverenciá-Lo.

Fonte: www.kingsway.co.uk

domingo, 19 de janeiro de 2014

Analisando a Música - Até Chegar em Sião




Acredito na promessa
Pois sei que ela vem de Deus
O mundo aqui não me interessa
Eu sou um cidadão do céu, do céu
Com meu Deus eu vou saltar muralhas
Com meu Deus vou derrubar gigantes
Desse mundo tão amargo e escuro
Eu sou sal e luz
E se eu não dou conta dessa guerra
Ele manda o seu anjo forte
Com ele não tem batalha perdida
Vitória garantida
Pelo sangue de Jesus, de Jesus
Eu vou além do rio
Vou saltando os montes
Vou erguer bem alto as minhas mãos
Eu vou cantar bem forte
O hino da vitória
Até chegar em Sião, chegar em Sião
Ô ô ô ô, chegar em Sião
Ô ô ô ô, chegar em Sião, Sião



Composição de Clovis Pinho que também conta com um RAP do DJ Alpiste e Asaph Hernandes, esta música faz parte do Renascer Praise 17 e descreve a esperança sempre viva do povo de Deus.
Primeiro vamos falar um pouco sobre Sião.
Também conhecida como Cidade de Davi, Sião é citada na Bíblia 150 vezes. Seriam 151 se contássemos Deuteronômio 4:48 mas Monte Sião. Não deve ser confundido com o Monte Sião, em Jerusalém. O nome "Sião" não é mencionado em outros lugares, que pode ser um erro de cópia para "Sirion", um termo semelhante (e nome alternativo para o Monte Hermon, 3:9) encontrados em siríaco tradução deste verso. Sendo assim, a primeira referência de Sião na Bíblia fica em 2 Samuel 5:7 onde Davi tomou a Cidade dos Jebusitas. Esta história também é contada em 1 Crônicas 11, que é onde se baseia esta canção. Neste texto encontramos as histórias dos valentes de Davi que participaram de grandes feitos heroicos. Posteriormente Davi preparou um lugar para a arca de Deus (1 Crônicas 15) e a fez subir com júbilo ao som de clarins, de trombetas e de címbalos, fazendo ressoar alaúdes e harpas. Porém existem situações em que o livramento só pode vir da parte de Deus, não bastando apenas força e coragem. Isto aconteceu com o povo de Israel e o rei Ezequias contra os Assírios e o rei Senaqueribe. O rei da Assíria tinha uma multidão com exército muito maior do que o de Israel, mas Ezequias juntamente com o profeta Isaías clamaram ao céu e Deus enviou um anjo que destruiu o exército do inimigo (2 Crônicas 32). 
A última referência de Sião fica em Apocalipse 14 onde no Monte Sião ficará a Cidade Santa, a Nova Jerusalém. Sião também representa o nome do povo de Deus ao qual também fazemos parte (1 Pedro 2:9), afinal, somos a geração eleita por Deus, chamados das trevas para a sua maravilhosa luz.
Então, espero, canto e oro para que estejamos prontos até chegarmos em Sião!

sábado, 11 de janeiro de 2014

PRINCÍPIOS PARA CRIAR-SE UM ARRANJO



Por Samuel Fratelli

O primeiro passo para a elaboração de um arranjo é definir o estilo musical que se quer desenvolver. Determinar o estilo talvez seja a parte mais importante, pois é com ele que escolhemos o público alvo e também obtemos uma boa noção do que é legal e do que não é legal de se usar no arranjo de acordo com o estilo (ex: bases de guitarra com distorção numa bossa nova).

Definido o estilo, o próximo passo é estabelecer o número de instrumentos que serão utilizados de acordo com os músicos disponíveis.

Com estes dois itens definidos, podemos então caminhar um pouco mais.

Na concepção do arranjo pode-se manter a harmonia que o compositor utilizou ou rearmonizar a canção ou parte dela. Não importa a harmonia que se quer utilizar (embora ela deva estar de acordo com o estilo escolhido), o importante é que, escolhida a harmonia, todo o arranjo deve trilhar sobre ela. É importante lembrar que para o vocalista é necessário escolher a tonalidade que se adequa melhor à sua tessitura.

Após a definição desses pontos é que se pode partir para o arranjo propriamente dito. A seguir alguns pontos a serem observados:

Estrutura:

É necessário identificar as partes de uma canção como estrofe, refrão e ponte, e determinar quantas vezes estas partes serão executadas. A estrutura é importante tanto para a organização da canção, como para definir o tempo de duração da mesma, pois de acordo com o público alvo, isto se torna um ponto importante.

Ainda dentro da estrutura temos: Introdução, Interlúdio e Finalização. O Interlúdio é opcional, mas Introdução e Finalização não. Um bom começo causa uma boa impressão no ouvinte. Um bom final deixa o ouvinte satisfeito e desejando ouvir novamente.

O Interlúdio geralmente é realizado com um solo de algum instrumento, porém pode ser realizado com um solo escrito ou convenção utilizando vários ou todos os instrumentos. Utilizamos o Interlúdio para ligarmos um trecho a outro, para criar tensão ou relaxamento no decorrer da canção.

Uma conexão entre arranjo e conteúdo literário é muito importante para a transmissão de idéias e mensagens. É claro que este é um ponto a ser observado desde a composição.

Distribuição de papéis:

É necessário definir quem vai fazer o quê dentro do arranjo.

Em primeiro lugar estabelecer a linha de baixo e bateria (baseando-se num grupo musical convencional), pois pertencem à seção rítmica (outros instrumentos podem contribuir à seção rítmica como guitarra, percussão, etc.). A linha de baixo é importante pois faz a conexão entre as seções rítmicas e harmônicas.

A seguir, definir a seção harmônica que pode ser formada por instrumentos harmônicos ou por um grupo de instrumentos melódicos (ex: quarteto de cordas, naipes de metais ou vocal).

Pode-se ter outros instrumentos responsáveis pelos efeitos, que podem gerar um clima específico ou "colorir" o arranjo.

Outra possibilidade que possuímos é o contraponto, que pode ser executado por um ou vários instrumentos melódicos. É um recurso que pode ser bem explorado, mas é necessária muita cautela ao criá-lo e executa-lo. O contraponto não pode "brigar" com a melodia principal, mas apenas "passear" em volta da melodia criando um movimento, porém nunca esquecendo-se da harmonia pré-determinada.

Clareza:

Muitas vezes ao elaborar um arranjo, várias idéias surgem e nossa vontade é utilizar todas elas, porém é preciso sempre ter em mente que todas as informações contidas na canção devem ser "digeridas" pelo ouvinte. Portanto, utilizar-se de vários tipos de idéias e instrumentação pode "poluir" e deixar a música cansativa.

Podemos então estabelecer que a ferramenta mais importante que um arranjador deve possuir depois da criatividade é o bom senso e o bom gosto.

Fonte: adorando.com.br

sábado, 4 de janeiro de 2014

APRENDENDO A TOCAR EM GRUPO


Por Paulo Wesley

Quero falar de um problema aparentemente simples, mas comum na maioria dos grupos musicais, principalmente das nossas igrejas. Geralmente quando vejo um grupo tocando ao vivo percebo que temos problemas sérios. Os instrumentos estão mal timbrados, cada um toca por si mesmo sem pensar no conjunto, não sabem acertar os monitores, não pensam em dinâmica, e por isso o trabalho todo acaba sendo prejudicado, enfim, não há inspiração que resista a tanto desleixo.

Infelizmente nós, músicos cristãos, acabamos usando de frases prontas para justificar nosso despreparo, como por exemplo: "É para a glória de Deus...", mas no Salmo 33:3 diz: "Cantai-lhe um cântico novo, tocai bem e com Júbilo". Façamos o excelente ao Senhor porque Ele merece o excelente! Deixemos de lado a preguiça e façamos o melhor para Deus! "Maldito aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente" (Jr 48:10).

Bom, acho que Deus se agrada das coisas bem feitas... Ele é um Deus de ordem!

O primeiro cuidado que temos que ter é nos ensaios. Não dá prá aceitar que se suba num púlpito sem preparo, sem saber o que vai ser tocado. O ensaio é o momento do músico conferir ou aprender a harmonia da música, as rítmicas, verificar timbres, etc.

Timbres

- Nunca use, por exemplo, um som de piano para o tecladista junto com um violão de nylon e mais uma guitarra arpejando os acordes. Ninguém vai entender nada! Vai ser uma "briga" de arpejos. O resultado final é zero; - Procure usar um som de "cordas" ou um "pad" no teclado, o violão arpejando e a guitarra fazendo stacattos. Já dá uma outra cara... São soluções simples, mas que tornam o resultado final bem mais agradável.

Baixo e Bumbo

- O baixo e o bumbo da bateria também são os responsáveis pelo som sair "embolado" no PA (caixas de frente). Em primeiro lugar, mais uma vez estão os timbres. Como ambos produzem freqüências parecidas, eles precisam ser timbrados com a maior clareza possível. O som de ambos precisa ser limpo, definido e seco; - Esqueça as "pedaleiras" de baixo e invista em um bom instrumento e em um bom amplificador. Tire os excessos de graves também do bumbo. Depois do som acertado é preciso aprender que, em princípio, o baixo e o bumbo precisam trabalhar "colados". Para isso ambos precisam praticar (em casa e não no ensaio) com metrônomo e estudar um pouco de rítmica. A partir daí, as coisas começaram a funcionar melhor.

A importância do estudo

Não pretendo gastar muito tempo falando da importância do estudo musical. Acho que isso precisa estar resolvido na cabeça de cada músico. Todo mundo precisa estudar o máximo que puder para melhor servir a Deus. Mas, depois do estudo individual, vem a prática de tocar em grupo que requer alguns cuidados.

A banda precisa soar como um único instrumento

Costumo dizer aos meus alunos que a banda precisa ser pensada como se fosse um só instrumento, ou seja, não são 4 ou 5 instrumentos, é um só. Vou explicar melhor: Pense numa orquestra sinfônica onde temos, por exemplo, em torno de 70 músicos. Se cada um resolver tocar como um solista, você pode imaginar a confusão que vai dar? Mas, como então se consegue que uma orquestra soe bem? "A orquestra precisa soar como se fosse um só instrumento na mão de um único músico que é o maestro".

O maestro é quem faz com que cada um toque só a sua parte, que combina com a parte do outro e assim por diante. É ele quem diz o volume que cada um deve tocar para que a resultado seja equilibrado. Tem muitos momentos em que não tocar é a melhor solução. Ouvir é tão importante quanto tocar! Por isso, uma banda deveria agir da mesma forma. Prestando atenção no que o outro está tocando é o que vai me indicar o que tocar. É pensando assim que vamos conseguir fazer uma banda soar bem.

Bom pessoal, o assunto não acabou ainda, é muito longo. Mas, na medida do possível, quero estar falando sobre os "macetes" para se conseguir um bom som de grupo. Espero ter ajudado alguns de vocês. Deus abençoe!

Paulo Wesley, é arranjador, guitarrista e produtor musical.

Fonte:
 www.ronaldobezerra.com.br

sábado, 28 de dezembro de 2013

INTENSIDADE E SUA RELAÇÃO COM A DINÂMICA


Hoje vamos falar um pouco sobre intensidade e sua relação com a dinâmica da música. Para isto conto com a colaboração do meu mestre neste instrumento, Pércio Sápia.

Para nos lembrarmos:

Intensidade: Se refere à percepção da intensidade de som pelo ouvido humano, ou seja, como as pessoas ouvem o que estamos tocando, isto é, alto ou baixo, forte ou fraco. A intensidade pode sofrer muitas variações durante a execução da música para criar o que chamamos de dinâmica na música. Esta dinâmica privilegia e reforça a mensagem que deve ser transmitida. O controle da intensidade, ou volume da música, depende da maneira como o músico a executa, mesmo quando falamos de baterias microfonadas e colocadas atrás do "aquário".

Para entendermos melhor vamos ver alguns fundamentos.

Na música existem alguns elementos fundamentais: Ritmo, harmonia, melodia e dinâmica.

Enquanto ouvimos uma música podemos distinguir todos esses elementos. Por exemplo, o piano fazendo harmonia, o saxofone fazendo a melodia, a bateria fazendo o ritmo o baixo fazendo a ligação entre o ritmo e a harmonia e assim por diante.

Quanto ao ritmo, todos os instrumentos podem fazer. A harmonia só aqueles que podem tocar duas ou mais notas ao mesmo tempo. A melodia, todos os que fazem harmonia e mais aqueles que podem fazer uma nota de cada vez.

Fica claro que cada um tem sua função bem definida em um arranjo. Tendo feito cada um a sua parte, parece que a música está pronta. Não é bem assim, temos o forte e fraco, lento e rápido, agudo e grave. A isto chamamos de dinâmica, ou aquilo que dá a "cor" à música.

Muitos músicos tem a capacidade de demonstrar sua emoção enquanto tocam, através da intensidade de execução ou dos seus solos. Entretanto, ser intenso não significa tocar mil notas por segundo, e sim tocar com o "coração". Sentir aquilo que se toca e como se toca, é um estágio que deve ser atingido com paciência.

Mesmo estudando muito, às vezes, não se tem a inspiração necessária para demonstrar aquilo que se sente. Entrar em sintonia com Deus e Sua Palavra, com a música, com os outros músicos, com os ouvintes, com o instrumento e o local, é um dos passos para se conseguir usar este elemento tão precioso.

Para quem está começando os estudos, é muito importante seguir as recomendações dos professores e métodos quanto aos sinais da dinâmica.

Na bateria temos graves e agudos, do muito fraco ao muito forte além dos acentos, que são notas específicas que devem ser tocadas de forma que se destaquem entre as outras.

Alguns elementos contribuem para o controle e domínio da dinâmica como, por exemplo, tipos de baquetas que nos dão a possibilidade de aliviar o volume ou aumentá-lo. As baquetas devem ser escolhidas levando-se em conta o estilo de música, a mensagem que ela deve transmitir, o tipo de ouvinte (jovem, adolescente, criança, adultos, idosos ou até um público mesclado) e a motivação que desejamos provocar nele.

Nós fazemos parte de um todo, e toda nossa qualidade musical deve servir de inspiração para que nossos ouvintes experimentem uma vida melhor em Deus.

Esperamos que todos estejam no caminho da música com sensibilidade!

Abraços

Jeferson Ilário e Percio Sapia

Fonte: http://adorando.com.br/

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

SELECIONANDO AS CANÇÕES PARA MINISTRAR O LOUVOR E ADORAÇÃO


SELECIONANDO AS CANÇÕES PARA MINISTRAR O LOUVOR E ADORAÇÃO
Por Paul Baloche

Como eu já disse, as qualidades que você usa para compor canções de adoração são as mesmas que você usa para selecioná-las nas manhãs de domingo ou qualquer momento que você seja responsável por liderar o louvor e adoração no culto.
Você quer ver as músicas que são fáceis de aprender, difícil de esquecer, que tocam o emocional e que são espiritualmente poderosas. Existem centenas, talvez milhares, de títulos a ser considerados. Pode ser um processo alucinante. Digamos que você encontrou um título interessante - essa soa como a mensagem que você estava procurando. Mas, a música é maçante e ninguém se lembra, ou as palavras são muito usadas e sem poesia, e os ganchos são inexistentes. Passe essa adiante. Sua congregação pode até tentar cantá-la porque você pediu já que são bons companheiros (afinal, são um público cativo.) depois disto, eles não podem. Assista sua congregação. Se metade deles estão devidamente batendo palmas no ritmo enquanto olham ao redor da sala com a boca fechada, essa música não está funcionando.

Gostaria de sugerir algumas perguntas para você se fazer ao planejar uma lista de canções para o louvor:

1. O que o Espírito Santo está dizendo à congregação agora?

2. O que o pastor está falando no ministério? Isto pode ou não ser importante. Alguns pastores preferem as canções que se relacionam com o tema do sermão, enquanto outros acham que uma boa experiência de louvor e adoração é tudo que necessitam.

3. Onde a congregação está em sua experiência corporativa, e para o que eles estão prontos agora? Espiritualmente? Culturalmente?

4. Quais as músicas, e em qual seqüência, seria melhor levar as pessoas para a consciência da Presença de Deus? Escolha músicas que avançam progressivamente através das portas, dos átrios, em seguida, na Sala do Trono. (Salmo 100:4). Evite variedade musical para seu próprio bem.

5. Considere o uso de pelo menos um grande hino, em seguida, selecione canções de adoração que se relacionam com o tema.

6. Saber onde você está apontando, mas estar pronto para mudar conforme o Espírito Santo conduz. Um líder sensível às vezes entra em uma canção que não havia sido planejada, porque o Espírito Santo está fazendo algo inesperado entre as pessoas e o líder sente a necessidade de prolongar este tema e deixando Deus fazer o seu trabalho. Isso só pode acontecer nos casos em que o líder é maduro e capaz de ministrar e tem a confiança e a permissão do pastor. Mas se Deus quer fazer algo que não havíamos planejado, seria uma vergonha dizer-lhe: "Desculpe, Senhor, mas o Senhor não pode fazer isso. Não está impresso no boletim".

7. A transferência. O que será que o pastor vai fazer quando terminar o período de louvor e adoração? Ele pode querer continuar no fluxo de ministração. A canção de transferência deve ser cuidadosamente escolhida para alcançar este objetivo.

8. Em toda sua composição e ministração de louvor e adoração, não se esqueça de Jesus. Com toda a ênfase recente sobre Velho Testamento padrões de culto e de configuração dos salmos às músicas, Ele às vezes fica de fora. A pregação da cruz e o nome de Jesus é o poder, o lugar onde a mudança de vida acontece. Todo o simbolismo do altar do Velho Testamento consistia em tipos e sombras do cumprimento do que Jesus É. Quando você está montando um ministério de louvor e adoração, você deve refletir um pouco sobre isso.

Admito que esse processo de fazer uma lista de canções é uma das minhas tarefas favoritas. Ela exige a mesma criatividade que uso para escrever canções. Para fazê-las bem é necessário que você ore e imagine como os crentes podem ou não responder à jornada musical que você está montando. Você quer que suas músicas e listas de canções em suas ministrações abençoe e honre a Deus, assim como inspirar seus ouvintes a levantar seus corações em adoração sincera.
Deixe-me encorajá-lo a tentar montar uma lista de canções usando algumas das sugestões acima, mesmo se você não é o "líder de louvor". Pense nelas como 20 a 30 minutos de uma jornada de oração musical. Passar pelo processo irá deixá-lo por dentro do desafio de ajudar os outros a louvar e adorar de forma mais criativa.

Sobre Paul Baloche
Paulo é pastor e líder de louvor e adoração na Comunidade Fellowship em Lindale, Texas, e é casado com Rita. Suas canções incluem ´Abra os olhos do meu coração´, ´(Hosanna) Praise Is Rising "e" Nosso Deus Salva".

Fonte:
 www.worshipcentral.org

sábado, 7 de dezembro de 2013

TIMBRES, SONS E RÍTIMOS


TIMBRES, SONS E RÍTIMOS
Por Sóstenes Mendes

Deus está revelando a Seus servos, Seus ministros, os segredos do mundo espiritual.

Nestes últimos dias o Senhor está levantando uma geração de homens e mulheres, servos do Deus Altíssimo, a quem Ele tem revelado segredos e mistérios até então ocultos. Deus está capacitando a Igreja não apenas de dons na forma conhecida, mas também de revelações sobrenaturais dos mecanismos do mundo espiritual.

Por muito tempo cantamos hinos e cânticos sem muito discernimento do que estávamos fazendo. Em um determinado momento da nossa história o Senhor começou a mostrar algo mais profundo no ato de cantar louvores a Deus. O discernimento de "guerra" foi se tornando uma realidade entre nós. A música no meio do culto tomou uma proporção nova e impactante; o louvor ungido, oferenda de especiarias valiosas ao Rei, tomou lugar da liturgia mecânica e coisas maravilhosas o Senhor começou a fazer. Estamos vivendo agora um novo século: o último século. Jesus está voltando, e uma das promessas para este tempo é a revelação dos mistérios espirituais. Daniel 12.

Estou vendo o Senhor abrir diante dos nossos olhos uma nova perspectiva sobre a música, sons, timbres, ritmos. Cada timbre, cada som, representa uma ação direta nas regiões celestes, invadindo territórios, carregando palavras de ordem contra os inimigos e em favor da edificação do Reino. Um exemplo muito claro é o Shophar. Em todo o Velho testamento vemos este instrumento chamado de "trombeta" sendo utilizado. Diante da cidade de Jericó, a ordem do Senhor foi um ato profético onde este som foi intensamente utilizado. No final, sabemos bem, muralhas intransponíveis vieram ao chão apenas com o som do Shophar, ou trombetas. Aquele som agiu no mundo espiritual e interferiu fisicamente nos muros daquela cidade.

O Shophar é um instrumento feito do chifre do carneiro, utilizado pelo Judeu desde os tempos de Abraão. Quando este servo de Deus, em obediência, levou seu filho Isaque para ser imolado, o Senhor providenciou um carneiro para substituir o menino. Esta história é de extrema importância para nós e para o povo Judeu que, então, passou a utilizar o chifre deste animal para gerar um som. Não foi por acaso; Deus assim instituiu. O som do Shophar anuncia a intervenção divina. Por este motivo em Jericó as muralhas caíram. Por este motivo os sacerdotes e levitas no deserto cultuavam ao Senhor e a nuvem da presença do Eterno invadia o lugar de culto. Por este motivo o Atalaia, em Ezequiel 33, anuncia a vinda da Palavra, ou da Espada, com trombeta.

Este som será ouvido até na eternidade. Este timbre é muito especial. Até hoje, nas festas judaicas, o povo toca Shophar. Agora vemos o Senhor levando a Igreja em todo o mundo, inclusive no Brasil, a tocar Shophar por todos os lados: nos cultos, nas festas, em casa, na igreja. Este som tem uma função específica, profética, nas regiões espirituais: ele anuncia a intervenção poderosa de Deus. O diabo estremece ao ouvi-lo; as fortalezas são abaladas no reino espiritual.

Todos os sons tem funções específicas. As palmas são sons e timbres que declaram: "O Rei é muito bom". Os tambores anunciam a entrada do "General": as divisões rítmicas determinam um compasso de impulsos espirituais de penetração das palavras nas regiões celestiais. Estas palavras tem função de guerra e edificação. Os timbres, sons e ritmos trazem mistérios até então nunca revelados. Mas o Espírito de Deus está trazendo luz sobre estas coisas, capacitando Seus levitas para uma grande e última batalha contra o reino das trevas, para, com muito louvor, resgatar vidas das mãos do diabo e espalhar a glória de Deus pelos quatro cantos do universo, anunciando as "Bodas do Cordeiro". Aleluia!

Talvez não possamos ainda estudar a fundo o poder dos timbres, sons e ritmos de uma forma sistemática e frutífera, mas podemos pedir ao Espírito de Deus que nos use poderosamente e abra nossos olhos para Suas estratégias nestes dias que antecedem o arrebatamento da Igreja. Podemos atentar para oferecermos ao Senhor o melhor, sabendo que isto vai cooperar para que os timbres, sons e ritmos acompanhem as palavras geradas pelo Espírito Santo em nossos corações, dinamizando-as para uma função poderosa no mundo espiritual. Isto só será possível quando nós, levitas do Senhor, gastarmos mais e mais tempo em Sua presença.

A busca de um som equilibrado, de qualidade, não é apenas uma exigência musical ou artística; é uma condição espiritual que favorece o poder de guerra do louvor. A utilização de bons equipamentos e instrumentos permite o fluir adequado destes sons e timbres, facilitando a condução das palavras para sua função direta no mundo espiritual. O cuidado com as coisas santas não pode ser apenas pelo nosso interesse ou hobby, mas precisa ser pela revelação da importância das ações dos levitas de Deus, atuando em seu Reino direcionados pelo Espírito Santo. Depende diretamente da intimidade com o Senhor.

Sabemos que o louvor liberta e aos poucos o Senhor vai nos revelando como acontece. Sabemos que a melodia, a harmonia e o ritmo vão "turbinando" as palavras para uma eficaz ação no mundo espiritual em louvor ao Rei dos reis e em ação direta para edificação de Seu Reino. Ministro sobre sua vida, meu irmão, o poder do Espírito Santo de Deus, que mediante o fogo vai nos aperfeiçoando como soldados, guerreiros que usam timbres, sons e ritmos para executar a obra e projetos do Altíssimo Senhor de toda a Terra.

Glória a Deus!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Nem só de unção, nem menos só de técnica vive o músico cristão!


A unção de Deus é essencial, mas não dispensa a técnica. Com a unção fazemos aquilo que não conseguimos fazer por nós mesmos. Através da técnica cumprimos a nossa parte, fazendo aquilo que Deus não vai fazer porque nos deu capacidade para tanto.
Buscar a unção de Deus não pode ser desculpa para não nos esforçarmos pela técnica. Assim como não vale a pena ter técnica sem unção. Sem unção o nosso som se dissipa. Com técnica tocamos a pele, com a unção tocamos a alma. Com a unção e a técnica a Obra de Deus através das canções torna-se completa.
Unção é técnica precisam andar juntas. Às vezes as pessoas confundem unção com técnica e vice-versa. O erro dá-se porque as pessoas tentam medir unção. Unção não se mede, só Aquele que dispõe dela pode medi-la. A técnica pode-se medir, entretanto infelizmente quem procura medir, não reúne condições para o fazer.
Quem tem unção não fica afirmando ser ungido. Quem a tem, dá fruto e fruto bom. Havendo fruto, dispensa-se o blábláblá. Quem tem técnica não tem o direito de zombar ou criticar quem não tem. Aliás, quando a técnica se alia à soberba, a mesma perde o valor. Já a técnica aliada à humildade, gera o ambiente favorável para a vinda da unção.
Unção e Técnica
Que se casem e sejam felizes para sempre

André Luiz
Fonte: estudos.gospelmais.com.br

sábado, 2 de novembro de 2013

Jó, um dos maiores líderes de adoração



Quando falamos em líder de adoração pensamos logo em Davi, o salmista, autor de vários salmos, mas falar de Jó como líder de adoração talvez possa soar estranho a primeira vista. Antes de explicar porque Jó é um grande líder de adoração é importante entender o que é adoração. Muitos acreditam e vêem a adoração como um momento de louvor em que bendizemos o nome de Deus com canções no culto, mas adoração é muito mais profundo, é um estilo de vida, é a maneira que vivemos nosso dia a dia e principalmente, como é o nosso testemunho cristão.

Uma vida de adoração é uma vida prostrada diante do altar de Deus, é ter o coração derramado e quebrantado, é bendizer a Deus o tempo todo não importam as circunstâncias, é louvar a Deus, pregar a palavra, andar em retidão, buscar ser correto e íntegro em todas as coisas, é buscar e estudar a palavra de Deus, cuidar do próximo, amar ao próximo como a ti mesmo, é ter uma vida em santidade. Quantas coisas, mas este é o caráter do verdadeiro adorador e do verdadeiro cristão, pois estas são as atitudes que todos nos como cristãos devemos buscar, pois todos nós devemos ser verdadeiros adoradores.

A Bíblia diz em João 4: 23 “Mas a hora vem, e agora é, em que os VERDADEIROS ADORADORES adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.” (grifo da autora)

Note o que a Bíblia diz: os verdadeiros adoradores, então há aqueles que se dizem adoradores e não são. Tal observação deve nos fazer pensar em nossas ações como servos de Deus, como ministros do Evangelho e é aí que Jó entra como um exemplo de líder de adoração a ser seguido. Jó era um homem exemplar, um pai que cuidava dos filhos, intercessor, ajudava aos pobres, era exemplo aos jovens, um homem que andava em retidão e se desviava do mal, tanto que Deus disse que não havia na terra homem como ele, até que satanás vem e diz para Deus tirar tudo de Jó, para ver se ele permaneceria firme. Então, Deus permite que satanás toque nos bens de Jó e ele perde tudo de uma vez, inclusive seus filhos. Ao receber tantas notícias trágicas ao mesmo tempo, Jó rasga suas veste e se prostra diante de Deus e veja o que a Bíblia diz: “Então Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou. E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR. Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma. Jó 1:20-22”

Jó havia acabado de saber que tudo que ele tinha havia sido tirado dele e mesmo assim, ele se prostrou e adorou a Deus. Como não dizer que Jó é um grande líder de adoração, isto é o exemplo de um verdadeiro adorador, aquele que tem sua vida totalmente colocada nas mãos de Deus e mesmo quando a adversidade vem, permanece adorando ao Senhor e não murmura. Quantas vezes reclamamos em nosso dia de coisas tão pequenas, como por algo em nosso trabalho, alguma situação familiar, o trânsito, o transporte público, reclamamos de acordar cedo, dormir pouco, reclamamos muitas vezes do nosso irmão, do pastor e ainda sim queremos dizer que somos adoradores? Não significa que não devemos buscar coisas melhores, devemos lutar pelo bem e por mudanças, porque reclamações sem ação para solucionar os problemas não passam de murmuração.

Mesmo depois de satanás ter tirado tudo de Jó, para ele foi pouco, ele queria mais, porque o propósito dele é matar, roubar e destruir. Então, satanás voltou a questionar a Deus sobre a integridade de Jó, porque mesmo ele perdendo tudo, ainda tinha saúde, então poderia voltar a trabalhar, assim sendo Deus permitiu que satanás tocasse no corpo de Jó, mas que lhe preservasse a vida. O corpo dele ficou coberto de chagas, o cheiro era insuportável e se não bastasse sua condição física e toda a angústia, sua mulher foi contra ele e seus três amigos o condenaram sem motivos ao invés de ajudá-lo. Analisando o quadro de Jó, ele tinha todos os motivos para maldizer a Deus e murmurar, mas ele não o fez, aceitou tudo: “Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre. Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios. Jó 2:9-10”

Jó se entristeceu, ficou amargurado de espírito, perdeu tudo que tinha, todos os amigos que antes comiam de sua mesa o abandonaram, ele se tornou motivo de piada dos jovens que antes o respeitavam, sua mulher não conseguia se aproximar dele, os três amigos ao invés de consolá-lo o condenavam mais ainda e em tudo isso, Jó não pecou. A partir do capítulo 38, quando Deus começa a falar, Jó se arrepende mais ainda de suas falhas, reconhece a soberania de Deus e sua fidelidade, Deus restitui em dobro tudo que Jó tinha e ele ainda orou pelos três amigos e as pessoas que se afastaram dele voltaram para sua casa e Jó recebeu a todos. Talvez ele pudesse ficar ressentido pelo abandono dos amigos, mas não o fez, ele agiu com retidão, sabendo que tudo vem de Deus e devemos receber tudo que vem dele.

Jó é um exemplo de líder de adoração, ele foi um verdadeiro adorador, ele não criou salmos, não andava com uma viola debaixo do braço tocando nas praças, mas ele rendeu totalmente sua vida para Deus, ele permaneceu em adoração quando não tinha absolutamente nada, ele não murmurou, não blasfemou, ele honrou a Deus em todo o tempo, ele reconheceu quem Deus era e principalmente, o conheceu; “Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te vêem os meus olhos. Jó 42:5”

Para cada músico que deseja ser um verdadeiro adorador, um verdadeiro líder de adoração, está aí um exemplo a ser seguido, assim também para todos nós, pois uma vida de adoração independe do ministério que exercemos.

Fonte: http://estudos.gospelmais.com.br/