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sábado, 28 de dezembro de 2013

INTENSIDADE E SUA RELAÇÃO COM A DINÂMICA


Hoje vamos falar um pouco sobre intensidade e sua relação com a dinâmica da música. Para isto conto com a colaboração do meu mestre neste instrumento, Pércio Sápia.

Para nos lembrarmos:

Intensidade: Se refere à percepção da intensidade de som pelo ouvido humano, ou seja, como as pessoas ouvem o que estamos tocando, isto é, alto ou baixo, forte ou fraco. A intensidade pode sofrer muitas variações durante a execução da música para criar o que chamamos de dinâmica na música. Esta dinâmica privilegia e reforça a mensagem que deve ser transmitida. O controle da intensidade, ou volume da música, depende da maneira como o músico a executa, mesmo quando falamos de baterias microfonadas e colocadas atrás do "aquário".

Para entendermos melhor vamos ver alguns fundamentos.

Na música existem alguns elementos fundamentais: Ritmo, harmonia, melodia e dinâmica.

Enquanto ouvimos uma música podemos distinguir todos esses elementos. Por exemplo, o piano fazendo harmonia, o saxofone fazendo a melodia, a bateria fazendo o ritmo o baixo fazendo a ligação entre o ritmo e a harmonia e assim por diante.

Quanto ao ritmo, todos os instrumentos podem fazer. A harmonia só aqueles que podem tocar duas ou mais notas ao mesmo tempo. A melodia, todos os que fazem harmonia e mais aqueles que podem fazer uma nota de cada vez.

Fica claro que cada um tem sua função bem definida em um arranjo. Tendo feito cada um a sua parte, parece que a música está pronta. Não é bem assim, temos o forte e fraco, lento e rápido, agudo e grave. A isto chamamos de dinâmica, ou aquilo que dá a "cor" à música.

Muitos músicos tem a capacidade de demonstrar sua emoção enquanto tocam, através da intensidade de execução ou dos seus solos. Entretanto, ser intenso não significa tocar mil notas por segundo, e sim tocar com o "coração". Sentir aquilo que se toca e como se toca, é um estágio que deve ser atingido com paciência.

Mesmo estudando muito, às vezes, não se tem a inspiração necessária para demonstrar aquilo que se sente. Entrar em sintonia com Deus e Sua Palavra, com a música, com os outros músicos, com os ouvintes, com o instrumento e o local, é um dos passos para se conseguir usar este elemento tão precioso.

Para quem está começando os estudos, é muito importante seguir as recomendações dos professores e métodos quanto aos sinais da dinâmica.

Na bateria temos graves e agudos, do muito fraco ao muito forte além dos acentos, que são notas específicas que devem ser tocadas de forma que se destaquem entre as outras.

Alguns elementos contribuem para o controle e domínio da dinâmica como, por exemplo, tipos de baquetas que nos dão a possibilidade de aliviar o volume ou aumentá-lo. As baquetas devem ser escolhidas levando-se em conta o estilo de música, a mensagem que ela deve transmitir, o tipo de ouvinte (jovem, adolescente, criança, adultos, idosos ou até um público mesclado) e a motivação que desejamos provocar nele.

Nós fazemos parte de um todo, e toda nossa qualidade musical deve servir de inspiração para que nossos ouvintes experimentem uma vida melhor em Deus.

Esperamos que todos estejam no caminho da música com sensibilidade!

Abraços

Jeferson Ilário e Percio Sapia

Fonte: http://adorando.com.br/

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

SELECIONANDO AS CANÇÕES PARA MINISTRAR O LOUVOR E ADORAÇÃO


SELECIONANDO AS CANÇÕES PARA MINISTRAR O LOUVOR E ADORAÇÃO
Por Paul Baloche

Como eu já disse, as qualidades que você usa para compor canções de adoração são as mesmas que você usa para selecioná-las nas manhãs de domingo ou qualquer momento que você seja responsável por liderar o louvor e adoração no culto.
Você quer ver as músicas que são fáceis de aprender, difícil de esquecer, que tocam o emocional e que são espiritualmente poderosas. Existem centenas, talvez milhares, de títulos a ser considerados. Pode ser um processo alucinante. Digamos que você encontrou um título interessante - essa soa como a mensagem que você estava procurando. Mas, a música é maçante e ninguém se lembra, ou as palavras são muito usadas e sem poesia, e os ganchos são inexistentes. Passe essa adiante. Sua congregação pode até tentar cantá-la porque você pediu já que são bons companheiros (afinal, são um público cativo.) depois disto, eles não podem. Assista sua congregação. Se metade deles estão devidamente batendo palmas no ritmo enquanto olham ao redor da sala com a boca fechada, essa música não está funcionando.

Gostaria de sugerir algumas perguntas para você se fazer ao planejar uma lista de canções para o louvor:

1. O que o Espírito Santo está dizendo à congregação agora?

2. O que o pastor está falando no ministério? Isto pode ou não ser importante. Alguns pastores preferem as canções que se relacionam com o tema do sermão, enquanto outros acham que uma boa experiência de louvor e adoração é tudo que necessitam.

3. Onde a congregação está em sua experiência corporativa, e para o que eles estão prontos agora? Espiritualmente? Culturalmente?

4. Quais as músicas, e em qual seqüência, seria melhor levar as pessoas para a consciência da Presença de Deus? Escolha músicas que avançam progressivamente através das portas, dos átrios, em seguida, na Sala do Trono. (Salmo 100:4). Evite variedade musical para seu próprio bem.

5. Considere o uso de pelo menos um grande hino, em seguida, selecione canções de adoração que se relacionam com o tema.

6. Saber onde você está apontando, mas estar pronto para mudar conforme o Espírito Santo conduz. Um líder sensível às vezes entra em uma canção que não havia sido planejada, porque o Espírito Santo está fazendo algo inesperado entre as pessoas e o líder sente a necessidade de prolongar este tema e deixando Deus fazer o seu trabalho. Isso só pode acontecer nos casos em que o líder é maduro e capaz de ministrar e tem a confiança e a permissão do pastor. Mas se Deus quer fazer algo que não havíamos planejado, seria uma vergonha dizer-lhe: "Desculpe, Senhor, mas o Senhor não pode fazer isso. Não está impresso no boletim".

7. A transferência. O que será que o pastor vai fazer quando terminar o período de louvor e adoração? Ele pode querer continuar no fluxo de ministração. A canção de transferência deve ser cuidadosamente escolhida para alcançar este objetivo.

8. Em toda sua composição e ministração de louvor e adoração, não se esqueça de Jesus. Com toda a ênfase recente sobre Velho Testamento padrões de culto e de configuração dos salmos às músicas, Ele às vezes fica de fora. A pregação da cruz e o nome de Jesus é o poder, o lugar onde a mudança de vida acontece. Todo o simbolismo do altar do Velho Testamento consistia em tipos e sombras do cumprimento do que Jesus É. Quando você está montando um ministério de louvor e adoração, você deve refletir um pouco sobre isso.

Admito que esse processo de fazer uma lista de canções é uma das minhas tarefas favoritas. Ela exige a mesma criatividade que uso para escrever canções. Para fazê-las bem é necessário que você ore e imagine como os crentes podem ou não responder à jornada musical que você está montando. Você quer que suas músicas e listas de canções em suas ministrações abençoe e honre a Deus, assim como inspirar seus ouvintes a levantar seus corações em adoração sincera.
Deixe-me encorajá-lo a tentar montar uma lista de canções usando algumas das sugestões acima, mesmo se você não é o "líder de louvor". Pense nelas como 20 a 30 minutos de uma jornada de oração musical. Passar pelo processo irá deixá-lo por dentro do desafio de ajudar os outros a louvar e adorar de forma mais criativa.

Sobre Paul Baloche
Paulo é pastor e líder de louvor e adoração na Comunidade Fellowship em Lindale, Texas, e é casado com Rita. Suas canções incluem ´Abra os olhos do meu coração´, ´(Hosanna) Praise Is Rising "e" Nosso Deus Salva".

Fonte:
 www.worshipcentral.org

sábado, 7 de dezembro de 2013

TIMBRES, SONS E RÍTIMOS


TIMBRES, SONS E RÍTIMOS
Por Sóstenes Mendes

Deus está revelando a Seus servos, Seus ministros, os segredos do mundo espiritual.

Nestes últimos dias o Senhor está levantando uma geração de homens e mulheres, servos do Deus Altíssimo, a quem Ele tem revelado segredos e mistérios até então ocultos. Deus está capacitando a Igreja não apenas de dons na forma conhecida, mas também de revelações sobrenaturais dos mecanismos do mundo espiritual.

Por muito tempo cantamos hinos e cânticos sem muito discernimento do que estávamos fazendo. Em um determinado momento da nossa história o Senhor começou a mostrar algo mais profundo no ato de cantar louvores a Deus. O discernimento de "guerra" foi se tornando uma realidade entre nós. A música no meio do culto tomou uma proporção nova e impactante; o louvor ungido, oferenda de especiarias valiosas ao Rei, tomou lugar da liturgia mecânica e coisas maravilhosas o Senhor começou a fazer. Estamos vivendo agora um novo século: o último século. Jesus está voltando, e uma das promessas para este tempo é a revelação dos mistérios espirituais. Daniel 12.

Estou vendo o Senhor abrir diante dos nossos olhos uma nova perspectiva sobre a música, sons, timbres, ritmos. Cada timbre, cada som, representa uma ação direta nas regiões celestes, invadindo territórios, carregando palavras de ordem contra os inimigos e em favor da edificação do Reino. Um exemplo muito claro é o Shophar. Em todo o Velho testamento vemos este instrumento chamado de "trombeta" sendo utilizado. Diante da cidade de Jericó, a ordem do Senhor foi um ato profético onde este som foi intensamente utilizado. No final, sabemos bem, muralhas intransponíveis vieram ao chão apenas com o som do Shophar, ou trombetas. Aquele som agiu no mundo espiritual e interferiu fisicamente nos muros daquela cidade.

O Shophar é um instrumento feito do chifre do carneiro, utilizado pelo Judeu desde os tempos de Abraão. Quando este servo de Deus, em obediência, levou seu filho Isaque para ser imolado, o Senhor providenciou um carneiro para substituir o menino. Esta história é de extrema importância para nós e para o povo Judeu que, então, passou a utilizar o chifre deste animal para gerar um som. Não foi por acaso; Deus assim instituiu. O som do Shophar anuncia a intervenção divina. Por este motivo em Jericó as muralhas caíram. Por este motivo os sacerdotes e levitas no deserto cultuavam ao Senhor e a nuvem da presença do Eterno invadia o lugar de culto. Por este motivo o Atalaia, em Ezequiel 33, anuncia a vinda da Palavra, ou da Espada, com trombeta.

Este som será ouvido até na eternidade. Este timbre é muito especial. Até hoje, nas festas judaicas, o povo toca Shophar. Agora vemos o Senhor levando a Igreja em todo o mundo, inclusive no Brasil, a tocar Shophar por todos os lados: nos cultos, nas festas, em casa, na igreja. Este som tem uma função específica, profética, nas regiões espirituais: ele anuncia a intervenção poderosa de Deus. O diabo estremece ao ouvi-lo; as fortalezas são abaladas no reino espiritual.

Todos os sons tem funções específicas. As palmas são sons e timbres que declaram: "O Rei é muito bom". Os tambores anunciam a entrada do "General": as divisões rítmicas determinam um compasso de impulsos espirituais de penetração das palavras nas regiões celestiais. Estas palavras tem função de guerra e edificação. Os timbres, sons e ritmos trazem mistérios até então nunca revelados. Mas o Espírito de Deus está trazendo luz sobre estas coisas, capacitando Seus levitas para uma grande e última batalha contra o reino das trevas, para, com muito louvor, resgatar vidas das mãos do diabo e espalhar a glória de Deus pelos quatro cantos do universo, anunciando as "Bodas do Cordeiro". Aleluia!

Talvez não possamos ainda estudar a fundo o poder dos timbres, sons e ritmos de uma forma sistemática e frutífera, mas podemos pedir ao Espírito de Deus que nos use poderosamente e abra nossos olhos para Suas estratégias nestes dias que antecedem o arrebatamento da Igreja. Podemos atentar para oferecermos ao Senhor o melhor, sabendo que isto vai cooperar para que os timbres, sons e ritmos acompanhem as palavras geradas pelo Espírito Santo em nossos corações, dinamizando-as para uma função poderosa no mundo espiritual. Isto só será possível quando nós, levitas do Senhor, gastarmos mais e mais tempo em Sua presença.

A busca de um som equilibrado, de qualidade, não é apenas uma exigência musical ou artística; é uma condição espiritual que favorece o poder de guerra do louvor. A utilização de bons equipamentos e instrumentos permite o fluir adequado destes sons e timbres, facilitando a condução das palavras para sua função direta no mundo espiritual. O cuidado com as coisas santas não pode ser apenas pelo nosso interesse ou hobby, mas precisa ser pela revelação da importância das ações dos levitas de Deus, atuando em seu Reino direcionados pelo Espírito Santo. Depende diretamente da intimidade com o Senhor.

Sabemos que o louvor liberta e aos poucos o Senhor vai nos revelando como acontece. Sabemos que a melodia, a harmonia e o ritmo vão "turbinando" as palavras para uma eficaz ação no mundo espiritual em louvor ao Rei dos reis e em ação direta para edificação de Seu Reino. Ministro sobre sua vida, meu irmão, o poder do Espírito Santo de Deus, que mediante o fogo vai nos aperfeiçoando como soldados, guerreiros que usam timbres, sons e ritmos para executar a obra e projetos do Altíssimo Senhor de toda a Terra.

Glória a Deus!