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terça-feira, 15 de abril de 2014

Princípios para uma ministração abençoadora




A ministração do louvor exige total responsabilidade, entrega e dedicação, daí o fato de que se trata de um ministério...

/"Quem te não temerá, ó Senhor, e não glorificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso todas as nações virão e adorarão diante de ti, porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos\" - Apocalipse 15:4.
Temos aqui um tema que requer de nós especial atenção. Para alguns, trata-se de um terreno desconhecido. E mesmo para aqueles que têm algum conhecimento, sempre será um desafio novo. Cada culto é uma experiência nova, de onde extraímos lições que vão nos moldando e formando em nós o perfil de verdadeiros adoradores, que em função desse aprendizado, vão sendo confirmados como ministros diante da congregação.

A ministração do louvor exige total responsabilidade, entrega e dedicação, daí o fato de que se trata de um ministério, e ministério com peso pastoral. A administração desse serviço se faz garantir através de princípios divinos que devemos encarnar, praticar e deles depender sempre. Esses princípios nos livram da mediocridade e contribuem para que busquemos a excelência nesse ministério, em louvor ao nosso Deus! (Fl 1:10-11).
Sensibilidade - Salmos 43:3.
Sensibilidade fala de percepção, de revelação, de ter luz. É uma ferramenta essencial, pois facilita em muito a nossa tarefa. É indispensável no momento do culto, na relação que temos com o Espírito, com os músicos e com as pessoas em geral.

Dependência do Espírito - Efésios 5:18.
É dependência geral, total e irrestrita. Paulo diz que onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade (II Co 3:17). O dirigente deve ganhar a visão de que o culto é do Espírito Santo e Ele sabe o que é melhor para cada pessoa (Rm 8:26-27). Ele indica o cântico, a frase, a oração a ser feita, enfim, tudo.

Inspiração (Palavra de Deus) - Salmos 22:25.
O dirigente sempre precisa estar inspirado. A inspiração nasce do nosso tempo diário com Deus (Sl 34:1). A fonte principal é a Palavra. Quanto mais Palavra eu tiver, mais inspirado serei (Cl 3:16).
Expressão - Gálatas 5:22.
A Palavra diz que o coração alegre aformoseia o rosto (Pv 15:13). O fruto do Espírito produz amor, paz, alegria etc. O dirigente deve meditar naquilo que canta. Esse exercício constante resulta numa expressão de vida abundante.

Segurança (saber o que fazer) - II Coríntios 3:4-6.
A congregação espera que o dirigente a conduza na ministração. É como o motorista de um coletivo cheio de pessoas. Todos esperam que ele tenha conhecimento do que faz e possam assim chegar ao seu destino.

Identificação (sacerdote) - Hebreus 5:1.
O dirigente é um sacerdote, um intermediário entre Deus e os homens. Portanto, deve estar profundamente identificado com os interesses do Senhor e dos homens.

O ministério de Jesus - Hebreus 2:12.
O dirigente deve ter a visão de que Jesus está em meio à congregação cantando louvores. Deus habita no meio dos louvores do seu povo (Sl 22:3).

Conclusão
Se estivermos atentos a estes princípios, colheremos resultados surpreendentes do nosso trabalho. A igreja será abençoada, edificada, e o Senhor glorificado junto ao seu povo.

Deus abençoe!
Ronaldo Bezerra
http://www.ronaldobezerra.com.br/




quinta-feira, 3 de abril de 2014

ADORADORES INJUSTIÇADOS




ADORADORES INJUSTIÇADOS
Por Ramon Tesmann

Tiago 1.2-4: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes”.

Tenho recebido dezenas de e-mails desesperados. São testemunhos estarrecedores, histórias simplesmente inacreditáveis acontecendo no seio da Igreja. A maioria das mensagens destes e-mails clamam por uma só coisa: justiça, a qualidade que leva os cristãos a agirem corretamente uns com os outros. Alguns adoradores estão clamando por justiça? Que justiça é esta?

Uns clamam por justiça porque seu pastor não dá liberdade na hora do louvor congregacional, outros estão magoados com o líder de ministério por causa da sua dureza ou falta de caráter, outros clamam por santidade e compromisso com Deus: “Irmão Ramon, aqui em minha igreja ninguém quer compromisso com Deus, ninguém ora, lê a Bíblia ou participa assiduamente das reuniões. O louvor não está fluindo, o baterista está saindo da igreja, o grupo de louvor está um caos!!!”. Outros desabafam: “Irmão, a minha igreja não investe em equipamento e não valoriza os membros do ministério e o pior, a filha do pastor está cantando no meu lugar. Não agüento mais o nepotismo”. Outros “injustiçados” bradam: “Em nosso grupo de louvor não há respeito, não há liderança. O meu talento e o meu chamado estão sendo prejudicados... acho que estou perdendo meu ministério. Pessoas sem talento algum (diga-se, desafinadas) estão fazendo parte da equipe. Não suporto mais a falsidade e as perseguições que ando sofrendo”. “Irmão Ramon, você poderia orar por mim porque estou sendo injustiçado?”.

Não! Com certeza não vou orar para que Deus te livre das lutas e das “injustiças” que você está sofrendo, meu irmão. É melhor que você peça a Deus forças para suportar todas as dificuldades e ainda possa perguntar: “Como eu posso crescer ao enfrentar este problema?”, “O que eu posso aprender com as coisas que eu ainda não entendo? O que eu posso aprender com o tradicionalismo do meu pastor? O que eu posso aprender com a desorganização do grupo de louvor? O que eu posso aprender com a falta de compromisso de meus companheiros? O que posso aprender com as perseguições que ando sofrendo?”. Veja bem o que diz a Bíblia:

Rm 5.3-4: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança”.

É interessante como a Bíblia nos leva a enxergar as lutas e provações de um outro ângulo. As Escrituras não nos levam a considerar as dificuldades um mal, mas um caminho para o crescimento espiritual, para níveis mais profundos na adoração. A murmuração e o desânimo acabam quando enxergamos as lutas como a Bíblia enxerga, tanto tentações malignas (serrote = nos leva para baixo) como provações de Deus (escada = nos leva para cima); as tribulações produzem perseverança. Desta forma, os adoradores entenderão que ao invés de clamarem por justiça, bradarão: “Senhor, dá-me forças porque quero ser provado! Quero ser experimentado! Quero crescer! Quero me tornar mais maduro!”. E as orações ignorantes cessarão: “Senhor, castiga o fariseu do meu pastor... revela a igreja que eu estou certo, que meu líder está errado, envergonha ele meu Deus, não tenhas misericórdia, por tu és o Deus da justiça”!

Atos 14.20: ”fortalecendo a alma dos discípulos, exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus”.

Meu irmão, sei que você pode estar sofrendo terrivelmente neste momento por algo que está acontecendo na tua igreja. Isto pode estar te trazendo tristeza momentânea, mas saiba que há um lado bom nisso tudo. É isto que a Bíblia quer te mostrar! Quando você passar por isso você estará mais maduro na fé, estará mais experimentado, crescido espiritualmente, e será um adorador num nível cada vez mais profundo. Uma vez ouvi de Bob Fitts que o verdadeiro adorador é provado nas situações difíceis, nas lutas, nas provações permitidas por Deus. Por experiência vivida posso afirmar que isso é verdade. Hoje glorifico a Deus porque não sou mais uma criança espiritual. Tenho aprendido a agrada-Lo cada dia mais e a ser um adorador em níveis cada vez mais profundos... por quê? Tenho aprendido a me alegrar nas tribulações... elas vão gerar em mim esperança e fé no Senhor! Todas as dificuldades que enfrentei no ministério de música de minha igreja me fizeram muito bem... hoje posso ver claramente isso, bem como Abraão pode enxergar muitas coisas após ser provado por Deus no Monte Moriá. As lutas que enfrentamos hoje podem nos fazer adoradores melhores amanhã (Fp 3.13,14)!!!

Então aqui vai uma réplica para vocês que têm me pedido para orar por justiça: eu não vou orar por justiça! Vou orar para que Deus vos fortaleça nas tribulações... vou orar para que haja crescimento espiritual e os adoradores possam caminhar por lugares mais altos, através das provações. Como Jesus, oro: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal...” (João 17:15). Deus, não nos tire as provações, mas use-as para nos fazer melhores cristãos...

Um abração em Cristo Jesus
Ramon Tessmann