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domingo, 19 de janeiro de 2014

Analisando a Música - Até Chegar em Sião




Acredito na promessa
Pois sei que ela vem de Deus
O mundo aqui não me interessa
Eu sou um cidadão do céu, do céu
Com meu Deus eu vou saltar muralhas
Com meu Deus vou derrubar gigantes
Desse mundo tão amargo e escuro
Eu sou sal e luz
E se eu não dou conta dessa guerra
Ele manda o seu anjo forte
Com ele não tem batalha perdida
Vitória garantida
Pelo sangue de Jesus, de Jesus
Eu vou além do rio
Vou saltando os montes
Vou erguer bem alto as minhas mãos
Eu vou cantar bem forte
O hino da vitória
Até chegar em Sião, chegar em Sião
Ô ô ô ô, chegar em Sião
Ô ô ô ô, chegar em Sião, Sião



Composição de Clovis Pinho que também conta com um RAP do DJ Alpiste e Asaph Hernandes, esta música faz parte do Renascer Praise 17 e descreve a esperança sempre viva do povo de Deus.
Primeiro vamos falar um pouco sobre Sião.
Também conhecida como Cidade de Davi, Sião é citada na Bíblia 150 vezes. Seriam 151 se contássemos Deuteronômio 4:48 mas Monte Sião. Não deve ser confundido com o Monte Sião, em Jerusalém. O nome "Sião" não é mencionado em outros lugares, que pode ser um erro de cópia para "Sirion", um termo semelhante (e nome alternativo para o Monte Hermon, 3:9) encontrados em siríaco tradução deste verso. Sendo assim, a primeira referência de Sião na Bíblia fica em 2 Samuel 5:7 onde Davi tomou a Cidade dos Jebusitas. Esta história também é contada em 1 Crônicas 11, que é onde se baseia esta canção. Neste texto encontramos as histórias dos valentes de Davi que participaram de grandes feitos heroicos. Posteriormente Davi preparou um lugar para a arca de Deus (1 Crônicas 15) e a fez subir com júbilo ao som de clarins, de trombetas e de címbalos, fazendo ressoar alaúdes e harpas. Porém existem situações em que o livramento só pode vir da parte de Deus, não bastando apenas força e coragem. Isto aconteceu com o povo de Israel e o rei Ezequias contra os Assírios e o rei Senaqueribe. O rei da Assíria tinha uma multidão com exército muito maior do que o de Israel, mas Ezequias juntamente com o profeta Isaías clamaram ao céu e Deus enviou um anjo que destruiu o exército do inimigo (2 Crônicas 32). 
A última referência de Sião fica em Apocalipse 14 onde no Monte Sião ficará a Cidade Santa, a Nova Jerusalém. Sião também representa o nome do povo de Deus ao qual também fazemos parte (1 Pedro 2:9), afinal, somos a geração eleita por Deus, chamados das trevas para a sua maravilhosa luz.
Então, espero, canto e oro para que estejamos prontos até chegarmos em Sião!

sábado, 11 de janeiro de 2014

PRINCÍPIOS PARA CRIAR-SE UM ARRANJO



Por Samuel Fratelli

O primeiro passo para a elaboração de um arranjo é definir o estilo musical que se quer desenvolver. Determinar o estilo talvez seja a parte mais importante, pois é com ele que escolhemos o público alvo e também obtemos uma boa noção do que é legal e do que não é legal de se usar no arranjo de acordo com o estilo (ex: bases de guitarra com distorção numa bossa nova).

Definido o estilo, o próximo passo é estabelecer o número de instrumentos que serão utilizados de acordo com os músicos disponíveis.

Com estes dois itens definidos, podemos então caminhar um pouco mais.

Na concepção do arranjo pode-se manter a harmonia que o compositor utilizou ou rearmonizar a canção ou parte dela. Não importa a harmonia que se quer utilizar (embora ela deva estar de acordo com o estilo escolhido), o importante é que, escolhida a harmonia, todo o arranjo deve trilhar sobre ela. É importante lembrar que para o vocalista é necessário escolher a tonalidade que se adequa melhor à sua tessitura.

Após a definição desses pontos é que se pode partir para o arranjo propriamente dito. A seguir alguns pontos a serem observados:

Estrutura:

É necessário identificar as partes de uma canção como estrofe, refrão e ponte, e determinar quantas vezes estas partes serão executadas. A estrutura é importante tanto para a organização da canção, como para definir o tempo de duração da mesma, pois de acordo com o público alvo, isto se torna um ponto importante.

Ainda dentro da estrutura temos: Introdução, Interlúdio e Finalização. O Interlúdio é opcional, mas Introdução e Finalização não. Um bom começo causa uma boa impressão no ouvinte. Um bom final deixa o ouvinte satisfeito e desejando ouvir novamente.

O Interlúdio geralmente é realizado com um solo de algum instrumento, porém pode ser realizado com um solo escrito ou convenção utilizando vários ou todos os instrumentos. Utilizamos o Interlúdio para ligarmos um trecho a outro, para criar tensão ou relaxamento no decorrer da canção.

Uma conexão entre arranjo e conteúdo literário é muito importante para a transmissão de idéias e mensagens. É claro que este é um ponto a ser observado desde a composição.

Distribuição de papéis:

É necessário definir quem vai fazer o quê dentro do arranjo.

Em primeiro lugar estabelecer a linha de baixo e bateria (baseando-se num grupo musical convencional), pois pertencem à seção rítmica (outros instrumentos podem contribuir à seção rítmica como guitarra, percussão, etc.). A linha de baixo é importante pois faz a conexão entre as seções rítmicas e harmônicas.

A seguir, definir a seção harmônica que pode ser formada por instrumentos harmônicos ou por um grupo de instrumentos melódicos (ex: quarteto de cordas, naipes de metais ou vocal).

Pode-se ter outros instrumentos responsáveis pelos efeitos, que podem gerar um clima específico ou "colorir" o arranjo.

Outra possibilidade que possuímos é o contraponto, que pode ser executado por um ou vários instrumentos melódicos. É um recurso que pode ser bem explorado, mas é necessária muita cautela ao criá-lo e executa-lo. O contraponto não pode "brigar" com a melodia principal, mas apenas "passear" em volta da melodia criando um movimento, porém nunca esquecendo-se da harmonia pré-determinada.

Clareza:

Muitas vezes ao elaborar um arranjo, várias idéias surgem e nossa vontade é utilizar todas elas, porém é preciso sempre ter em mente que todas as informações contidas na canção devem ser "digeridas" pelo ouvinte. Portanto, utilizar-se de vários tipos de idéias e instrumentação pode "poluir" e deixar a música cansativa.

Podemos então estabelecer que a ferramenta mais importante que um arranjador deve possuir depois da criatividade é o bom senso e o bom gosto.

Fonte: adorando.com.br

sábado, 4 de janeiro de 2014

APRENDENDO A TOCAR EM GRUPO


Por Paulo Wesley

Quero falar de um problema aparentemente simples, mas comum na maioria dos grupos musicais, principalmente das nossas igrejas. Geralmente quando vejo um grupo tocando ao vivo percebo que temos problemas sérios. Os instrumentos estão mal timbrados, cada um toca por si mesmo sem pensar no conjunto, não sabem acertar os monitores, não pensam em dinâmica, e por isso o trabalho todo acaba sendo prejudicado, enfim, não há inspiração que resista a tanto desleixo.

Infelizmente nós, músicos cristãos, acabamos usando de frases prontas para justificar nosso despreparo, como por exemplo: "É para a glória de Deus...", mas no Salmo 33:3 diz: "Cantai-lhe um cântico novo, tocai bem e com Júbilo". Façamos o excelente ao Senhor porque Ele merece o excelente! Deixemos de lado a preguiça e façamos o melhor para Deus! "Maldito aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente" (Jr 48:10).

Bom, acho que Deus se agrada das coisas bem feitas... Ele é um Deus de ordem!

O primeiro cuidado que temos que ter é nos ensaios. Não dá prá aceitar que se suba num púlpito sem preparo, sem saber o que vai ser tocado. O ensaio é o momento do músico conferir ou aprender a harmonia da música, as rítmicas, verificar timbres, etc.

Timbres

- Nunca use, por exemplo, um som de piano para o tecladista junto com um violão de nylon e mais uma guitarra arpejando os acordes. Ninguém vai entender nada! Vai ser uma "briga" de arpejos. O resultado final é zero; - Procure usar um som de "cordas" ou um "pad" no teclado, o violão arpejando e a guitarra fazendo stacattos. Já dá uma outra cara... São soluções simples, mas que tornam o resultado final bem mais agradável.

Baixo e Bumbo

- O baixo e o bumbo da bateria também são os responsáveis pelo som sair "embolado" no PA (caixas de frente). Em primeiro lugar, mais uma vez estão os timbres. Como ambos produzem freqüências parecidas, eles precisam ser timbrados com a maior clareza possível. O som de ambos precisa ser limpo, definido e seco; - Esqueça as "pedaleiras" de baixo e invista em um bom instrumento e em um bom amplificador. Tire os excessos de graves também do bumbo. Depois do som acertado é preciso aprender que, em princípio, o baixo e o bumbo precisam trabalhar "colados". Para isso ambos precisam praticar (em casa e não no ensaio) com metrônomo e estudar um pouco de rítmica. A partir daí, as coisas começaram a funcionar melhor.

A importância do estudo

Não pretendo gastar muito tempo falando da importância do estudo musical. Acho que isso precisa estar resolvido na cabeça de cada músico. Todo mundo precisa estudar o máximo que puder para melhor servir a Deus. Mas, depois do estudo individual, vem a prática de tocar em grupo que requer alguns cuidados.

A banda precisa soar como um único instrumento

Costumo dizer aos meus alunos que a banda precisa ser pensada como se fosse um só instrumento, ou seja, não são 4 ou 5 instrumentos, é um só. Vou explicar melhor: Pense numa orquestra sinfônica onde temos, por exemplo, em torno de 70 músicos. Se cada um resolver tocar como um solista, você pode imaginar a confusão que vai dar? Mas, como então se consegue que uma orquestra soe bem? "A orquestra precisa soar como se fosse um só instrumento na mão de um único músico que é o maestro".

O maestro é quem faz com que cada um toque só a sua parte, que combina com a parte do outro e assim por diante. É ele quem diz o volume que cada um deve tocar para que a resultado seja equilibrado. Tem muitos momentos em que não tocar é a melhor solução. Ouvir é tão importante quanto tocar! Por isso, uma banda deveria agir da mesma forma. Prestando atenção no que o outro está tocando é o que vai me indicar o que tocar. É pensando assim que vamos conseguir fazer uma banda soar bem.

Bom pessoal, o assunto não acabou ainda, é muito longo. Mas, na medida do possível, quero estar falando sobre os "macetes" para se conseguir um bom som de grupo. Espero ter ajudado alguns de vocês. Deus abençoe!

Paulo Wesley, é arranjador, guitarrista e produtor musical.

Fonte:
 www.ronaldobezerra.com.br